Alinhado à onda global de fortalecimento da moeda norte-americana, o dólar abriu a semana em alta firme frente ao real e voltou a fechar acima de R$ 5,20, nos maiores níveis desde o fim de março. O impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã para o encerramento do conflito no Oriente Médio e na reabertura total do Estreito de Ormuz mantém as cotações do petróleo em níveis elevados.
Pela manhã, o dólar superou os R$ 5,22. A moeda voltou a acentuar os ganhos na reta final da sessão e terminou esta segunda-feira, 28 de setembro, em alta de 0,86%, cotada a R$ 5,2265 – maior valor de fechamento desde 30 de março. O real, que costuma sofrer mais em picos de aversão ao risco, apresentou perdas inferiores às de outras divisas latino-americanas.
A divisa encerrou agosto com ganhos de 2,16% e sobe 0,90% em setembro. Subiu 0,72% na semana passada, após alta de 0,37% na anterior. Em março subiu 0,87% e caiu 4,36% em abril. Cedeu 2,16% em fevereiro e 4,40% em janeiro. Perde 4,80% em relação ao real em 2026. A moeda recuou 10,34% no ano passado, após fechar 2024 com alta de 27,34%.
O Ibovespa – índice de referência da B3 – começou a semana com tom levemente negativo, encerrando o pregão com viés de baixa, em queda de 0,26%, aos 182.991,13 pontos, com mínima de 181.933 pontos pontos e máxima de 184.094 pontos, com giro financeiro reduzido, de R$ 18 bilhões. Considerando o volume financeiro total movimentado em toda a B3, o montante atingiu R$ 25,20 bilhões.
Encerrou agosto com leve queda de 0,33% e ganha 3,14% em setembro. Recuou 0,95% na semana, após recuo de 1,06% na anterior. Cedeu 0,08% em abril e 7,22% em maio. Em fevereiro houve alta de 4,09% e ganho de 12,56% em janeiro. Fechou 2025 em elevação de 33,95%, melhor desempenho desde 2016 (+38,9%). Caiu 12,75% em 2024 e sobe 13,57% em 2026, após ter chegado a 23,29% em 14 de abril.

