Preço da cesta básica de alimentos essenciais avançou 2,3% depois de dois meses seguidos de deflação; custa R$ 821,01
O preço da cesta básica de alimentos essenciais nos mercados de Ribeirão Preto disparou 2,3% em setembro depois de dois meses seguidos de deflação seguida. Está 5,5 pontos percentuais acima da taxa negativa de 3,2% registrada em agosto, após queda de 3,76% em julho – antes, houve alta de 2,88% em junho, quando completou oito meses consecutivos de inflação.
Já vinha de avanços de 5,69% em maio, 5,98% em abril, 1,60% em março, 0,62% em fevereiro, 0,97% em janeiro, 0,47% em dezembro e 2,10% em novembro de 2025. Em setembro do ano passado houve deflação de 1,91% – a atual é 4,21 ponto percentual superior.
Também houve baixa de 0,55% em outubro, 1,64% em julho e 1,87% em maio. Não houve coleta de preços em junho de 2025, e subiu 2,59% em fevereiro, 1,54% em março e 0,77% em abril. Foram seis deflações no ano passado.
Agora, o preço da cesta básica com 13 alimentos essenciais saltou de R$ 802,31 em agosto para R$ 821,01, pela quinta vez seguida acima de R$ 800, acréscimo de R$ 18,70, segundo a pesquisa. O valor da cesta básica chegou a R$ 861,25 em junho – recorde da série histórica.
No acumulado em doze meses, na comparação com os R$ 709,63 cobrados em setembro de 2025, a alta chega a 15,70%, aporte de R$ 111,38. No ano, em relação aos R$ 724 de dezembro, sobe 13,40%, diferença de R$ 97,01, de acordo com a pesquisa.
Encerrou 2025 em queda de 2,06% em comparação com o preço praticado em dezembro de 2024, quando a cesta com 13 alimentos essenciais custava R$ 739,25, desconto de R$ 15,25. Uma das mais altas da série ocorreu em setembro de 2024, de 8,06%, segundo a pesquisa.
Encerrou 2024 com inflação acumulada de 15,3% – o aumento de 2,03% de dezembro foi o percentual mais elevado do período. O levantamento mensal é do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB) da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp).
O estudo aponta ainda que da região com menor custo (R$ 796,42) para a mais cara (R$ 844,16), o consumidor pode chegar a gastar até R$ 47,74 a mais pela compra dos mesmos 13 itens básicos. A variação chega a 5,99%, segundo a pesquisa.
Os dados do Índice Mensal de Cesta Básica foram divulgados nesta terça-feira (29). Os analistas percorreram 16 estabelecimentos nos dias 16 e 17 de setembro: onze supermercados e hipermercados e cinco panificadoras distribuídas entre as cinco regiões da cidade. O levantamento não tem caráter fiscalizador.
Entre os 13 itens analisados pela amostra, as principais variações foram as altas nos preços do tomate italiano (11,6%) e da carne bovina (2,2%), movimentos que responderam, em grande parte, pelo aumento do custo total da cesta básica na cidade.
De acordo com os analistas, a diferença de preço do tomate refletiu a menor disponibilidade após a intensificação da colheita em agosto e a transição da safra de inverno. Já a carne bovina, por sua vez, acompanhou a valorização do boi gordo e o aumento dos custos de reposição do rebanho, que pressionaram as margens dos pecuaristas.
A farinha de trigo (-3,8%) e o café em pó (-2,9%) foram os produtos com maior redução no período analisado. Este último acompanha o recuo das cotações do grão. Contudo, que as quedas apenas atenuaram parcialmente a subida do custo geral da cesta no mês.
O grupo alimentar que mais pesa sobre as despesas do ribeirão-pretano, com 43,25% do valor total da cesta, é o da carne. Frutas e legumes absorvem 24,93% do orçamento, seguidos de farináceos (18,81%), laticínios (6,34%), leguminosas (4,17%), cereais (1,72%) e óleos (0,78%).
Regiões – Em agosto, o valor da cesta básica de alimentos com 13 produtos ficou acima de R$ 800 em quatro das cinco regiões de Ribeirão Preto. Quatro registraram queda nos preços. Na Central, que ainda detém o kit mensal básico de alimentos mais caro da cidade, baixou de R$ 858,50 para R$ 844,16, retração de 1,67% e desconto de R$ 14,34.
A Zona Sul vem em seguida com R$ 828,52, alta de 2,19% e R$ 17,73 a mais em comparação com os R$ 810,79 de agosto. Depois vem a Zona Norte com R$ 826,45, aumento de 9,65% e R$ 68,22 a mais em relação aos R$ 758,23do mês anterior.
Na Zona Leste, subiu 1,28%, de R$ 810,46 para R$ 820,80, acréscimo de R$ 10,34 em comparação com agosto. O kit básico é mais barato na região Oeste, onde custa R$ 796,42, elevação de 0,6% e aporte de R$ 4,75 84 em relação aos R$ 791,67do período anterior.

