Foram consultadas imobiliárias em 15 cidades da região metropolitana; vendas caíram e locações avançaram em agosto
O mercado imobiliário de Ribeirão Preto e região apresentou, em agosto de 2026, uma inversão importante em relação ao comportamento observado no mês anterior. Enquanto as vendas de imóveis residenciais usados recuaram 23,30%, as locações avançaram 65,04%.
O resultado revela um cenário de maior procura por imóveis para aluguel e de menor movimentação nas negociações de compra e venda, segundo pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CreciSP) comparou
Além de Ribeirão Preto, a pesquisa de agosto reuniu informações de profissionais que atuam em cidades da região, como Barrinha, Batatais, Cajuru, Jaboticabal, Jardinópolis, Luís Antônio, Mococa, Nuporanga, Orlândia, Pitangueiras, Pradópolis, Santa Rosa de Viterbo, Serra Azul e Sertãozinho.
Depois do crescimento de 45,60% registrado em julho, as vendas apresentaram retração de 23,30% em agosto. Apesar do recuo mensal, o desempenho acumulado do ano continua positivo. Até julho, as vendas acumulavam crescimento de 104,34%, enquanto o acumulado de doze meses permanecia em 118,62%.
A faixa de preço entre R$ 201 mil e R$ 300 mil concentrou a maior parcela das vendas, com 33,3% das negociações. Em seguida, apareceram os imóveis acima de R$ 501 mil, responsáveis por 23,8% das vendas, e as propriedades de até R$ 200 mil, com 22,2%.
As casas representaram 54% das vendas realizadas em agosto, enquanto os apartamentos responderam por 46%. Embora a diferença tenha sido relativamente pequena, as casas mantiveram a liderança entre os imóveis comercializados.
Entre as casas vendidas, os imóveis de dois dormitórios foram predominantes, correspondendo a 50% das negociações. As casas de três dormitórios representaram 32,4%, enquanto aquelas com até um dormitório responderam por 11,8%. Os imóveis com quatro ou mais dormitórios participaram com 5,9% das vendas.
Nos apartamentos, os imóveis de dois dormitórios mantiveram ampla liderança, com 72,4% das vendas. As unidades de até um dormitório representaram 10,3%, o mesmo percentual dos apartamentos com quatro ou mais dormitórios. Os imóveis de três dormitórios tiveram participação de 6,9%.
As demais regiões da cidade e os municípios do entorno concentraram 54,7% das vendas realizadas em agosto. Apesar de continuarem liderando, essas localidades apresentaram participação próxima à observada nas áreas nobres, que responderam por 37,7% das negociações. A região Central representou 7,5% das vendas.
Locação – O segmento de locação apresentou crescimento de 65,04% em agosto, depois da retração de 23,11% registrada em julho. A alta representa uma recuperação significativa e demonstra que a procura por imóveis para aluguel ganhou força no período.
Apesar do avanço mensal, o acumulado de 2026 até julho indicava crescimento de 26,76%, enquanto o acumulado de doze meses alcançava 54,38%. O resultado de agosto reforça, portanto, a presença de uma demanda consistente no mercado de locação regional.
As casas representaram 85,7% dos imóveis alugados, enquanto os apartamentos corresponderam a 14,3%. A diferença foi bastante expressiva e revela forte preferência por imóveis horizontais no período.
Entre as casas alugadas, os imóveis de dois dormitórios foram maioria, com 46,7% dos contratos. As unidades de três dormitórios representaram 33,3%, enquanto as casas de quatro ou mais dormitórios corresponderam a 13,3%. Os imóveis com até um dormitório participaram com 6,7% das locações.
Entre os apartamentos alugados, os imóveis de dois dormitórios também foram maioria, com 60% dos contratos. As unidades de até um dormitório representaram 40%, não havendo registro de locações de apartamentos com três ou mais dormitórios.
A faixa de aluguel entre R$ 1.001 e R$ 1.500 concentrou a maior parcela dos contratos, com 36,8% das locações. Em seguida, apareceram os imóveis de até R$ 1.000, responsáveis por 26,3% dos contratos.
As locações entre R$ 2.001 e R$ 3.000 representaram 21,1%, enquanto os imóveis entre R$ 1.501 e R$ 2.000 corresponderam a 10,5%. Os aluguéis acima de R$ 3.001 participaram com 5,3% das negociações.

