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País deve contratar 530 mil temporários

Divulgação Datas como Dia das Crianças, Black Friday e o Natal devem impulsionar as contratações temporárias no quarto trimestre de 2026, diz a Asserttem

Estimativa representa leve alta de 1,5% sobre o mesmo período de 2025; mercado encerrou o terceiro trimestre com 636 mil contratos e avanço de 2%

O mercado de trabalho temporário deve registrar cerca de 530 mil contratos no quarto trimestre deste ano, segundo projeção da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem). O volume representa leve alta de 1,53% em relação aos 522 mil do mesmo período de 2025, oito mil a mais, e mantém a trajetória de estabilidade observada ao longo do ano. Porém, está abaixo das 636 mil vagas criadas entre julho e setembro, 106 mil a menos, projeção de queda de 16,67%

A estimativa considera o aumento das demandas transitórias associado ao calendário de consumo de fim de ano, com o Dia das Crianças, Black Friday e Natal, mas também um ambiente de maior cautela das empresas diante dos juros elevados, da adequação ao novo cenário tributário e das definições eleitorais.

“O cenário segue positivo, mas exige cautela. Não estamos diante de uma expansão acelerada, e, sim, de um mercado que vem mantendo estabilidade mesmo em um ambiente econômico que ainda impõe desafios às empresas”, afirma Alexandre Leite Lopes, presidente da Asserttem.

Para os meses de outubro, novembro e dezembro, a expectativa é de que a Indústria concentre (45%) das contratações temporárias, seguida por Serviços (35%) e Comércio (20%).“Na Indústria devem se destacar segmentos como eletroeletrônicos, brinquedos, linha branca, vestuário, calçados e alimentos ligados às festas de fim de ano”, diz.

“No Comércio, o movimento começa já em outubro, com o Dia das Crianças, e ganha força com a Black Friday e o Natal. Em Serviços, a logística deve concentrar parte importante da demanda, impulsionada pelo comércio eletrônico e pela distribuição dos produtos vendidos online”, explica Lopes.

Empregabilidade – Além de apoiar as empresas na gestão da força laboral diante das oscilações de demanda, sazonalidades e substituições transitórias, o trabalho temporário também representa uma oportunidade de retorno ao mercado formal. A contratação é formal e vinculada à necessidade transitória da empresa utilizadora, com direitos assegurados pela lei federal nº 6.019/74 e pelo decreto nº 10.854/2021.

Terceiro trimestre – O mercado chega ao último trimestre de 2026 após um terceiro trimestre também marcado por estabilidade. Entre julho e setembro foram registrados aproximadamente 636 mil contratos temporários no Brasil, crescimento de 2% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo mês de agosto, com maior movimentação da indústria e da logística para atender às demandas do segundo semestre.

Ano passado – O mercado de trabalho temporário encerrou o ano passado consolidando sua relevância para a economia brasileira. De acordo com a Asserttem, foi registrado um crescimento real de aproximadamente 4,5% em comparação com 2024, viabilizando mais de 2,5 milhões de contratos que deram suporte às demandas transitórias das empresas e ampliaram o acesso dos profissionais ao mercado formal.

Somente no último trimestre de 2025, entre os meses de outubro e dezembro, foram registrados 522 mil contratos temporários, um crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 497 mil contratações.

Trabalho temporário
sobe 4,5% em 2025

O mercado de trabalho temporário encerrou o ano passado consolidando sua relevância para a economia brasileira. De acordo com a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), foi registrado um crescimento real de aproximadamente 4,5% em comparação com 2024, viabilizando mais de 2,5 milhões de contratos que deram suporte às demandas transitórias das empresas e ampliaram o acesso dos profissionais ao mercado formal.

O resultado reflete a importância do regime jurídico, que tem sido utilizado como ferramenta estratégica de gestão de mão de obra diante das oscilações econômicas, da sazonalidade e da necessidade de flexibilidade operacional em diferentes setores produtivos.

Somente no último trimestre de 2025, entre os meses de outubro e dezembro, foram registrados 522 mil contratos temporários, um crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 497 mil contratações.

“O movimento foi impulsionado, principalmente, pelas demandas típicas do fim do ano, como o aumento do consumo, a logística associada ao comércio eletrônico, turismo e as datas sazonais”, explica o presidente da Asserttem, Alexandre Leite Lopes.

Setores e desafios – Entre os segmentos que mais contribuíram para o avanço das contratações temporárias em 2025, a Asserttem destaca o comércio eletrônico, especialmente nas áreas de Logística, Distribuição e E-commerce, que seguem em expansão impulsionados pela digitalização e pela mudança nos hábitos de consumo.

Também tiveram papel relevante as grandes redes de varejo, além da agroindústria e do turismo, que mantiveram ritmo consistente de contratações ao longo do ano. Para a entidade, 2025 foi um ano positivo para o trabalho temporário, marcado pelo amadurecimento das empresas quanto ao uso do regime jurídico para atender às suas necessidades transitórias. No entanto, um dos principais desafios do período foi o preenchimento das vagas ofertadas.

“Assim como ocorre em outros regimes de trabalho, o baixo nível de desemprego dificulta a contratação de trabalhadores temporários, especialmente para funções mais operacionais. Ainda assim, as agências de trabalho temporário possuem expertise e experiência para auxiliar seus clientes a encontrar os profissionais mais adequados às suas necessidades”, explica Lopes.

Taxa de efetivação – De acordo com a Asserttem, outro dado que reforça a importância do trabalho temporário para a economia e geração de renda é a taxa média de efetivação, que gira em torno de 20% após o término dos contratos. Em 2025, esse percentual representou a efetivação de aproximadamente 500 mil trabalhadores, que conquistaram vínculo formal após a experiência temporária.

Segundo o presidente da Asserttem, o desempenho individual é um fator decisivo nesse processo. “As empresas buscam profissionais responsáveis e comprometidos. Aqueles que demonstram engajamento, dedicação e vontade de aprender sempre terão chances reais de efetivação ao término do contrato temporário ou em um período posterior”, conclui.

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