Tribuna Ribeirão
Geral

Acidentes com moto 
avançam em rodovias

Acidentes envolvendo motociclistas registraram aumento de 10% no primeiro semestre de 2026 nas rodovias sob administração da Arteris ViaPaulista, em comparação com o mesmo período de 2025. Ao longo dos 720 quilômetros de malha viária administrados pela concessionária, o número de ocorrências passou de 272 para 299, acréscimo de 27.

A Rodovia Anhanguera (SP-330), no trecho urbano de Ribeirão Preto, concentra o maior volume de ocorrências, respondendo por 33% dos 299 acidentes registrados no período. Do total de registros deste ano, 279 ocorrências resultaram em vítimas com diferentes graus de gravidade, entre ferimentos leves, moderados e graves, além de sete óbitos.

Apesar do aumento geral das ocorrências, houve redução de 27% no número de mortes em relação ao primeiro semestre de 2025, passando de 11 para 8 casos. Em contrapartida, os acidentes com vítimas moderadas cresceram 22%, de 63 para 77 registros.

O avanço dos indicadores acende um alerta para a segurança viária. Isso porque grande parte das ocorrências está associada a comportamentos de risco, como manobras perigosas, desrespeito às leis de trânsito e imprudência dos condutores. No primeiro semestre de 2026, os acidentes mais recorrentes foram os tombamentos, seguidos por colisões traseiras, colisões laterais, choques contra dispositivos de segurança viária e colisões transversais.

“A Arteris ViaPaulista atua de forma integrada e contínua para promover a segurança viária. No entanto, um trânsito mais seguro também depende da conscientização dos usuários, do respeito às leis de trânsito e da atenção permanente, mesmo em deslocamentos mais curtos e entre bairros”, destaca a gerente de Operações da concessionária, Ana Caetano.

O aumento das ocorrências acompanha também a expansão do mercado de motocicletas no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o setor registrou crescimento de 6,2% no primeiro semestre de 2026 e acumula expansão próxima de 50% na última década.

O cenário também reflete mudanças no mercado de trabalho. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de um terço dos motociclistas atua por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços ou utiliza a motocicleta como principal ferramenta de geração de renda.

“As entregas por aplicativo têm impacto direto no tráfego, especialmente nos trechos urbanos. Em altas velocidades, o tempo de reação é reduzido e qualquer descuido pode trazer consequências graves”, afirma Ana Caetano.

Os dados levantados pela concessionária revelam ainda um perfil predominante entre as vítimas fatais. Das oito mortes registradas nos seis primeiros meses de 2026, sete envolveram motocicletas de baixa cilindrada.

O levantamento mostra também que as vítimas são, majoritariamente, homens, que representam 75% dos casos, com predominância da faixa etária entre 21 e 30 anos.

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