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Adolescente é suspeito de estuprar primo com autismo

Menor teria confessado que estuprou primo há alguns dias (Foto: Divulgação PM)

| Por: Alfredo Risk e Adalberto Luque |

Um adolescente de 16 anos é suspeito de estuprar o primo, de 14 anos, que tem transtorno do espectro autista (TEA) nível 2 e não é verbal. O caso foi atendido pela Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (15), após a mãe da vítima denunciar a violência. O suspeito foi localizado e encaminhado à Delegacia da Infância e Juventude (DIJU), onde foi registrado boletim de ocorrência por ato infracional análogo a estupro de vulnerável.

Segundo o capitão Fábio Guidoni, da Polícia Militar, a mãe percebeu uma mudança significativa no comportamento do filho, que também chamou a atenção da equipe escolar. A direção pediu que ela comparecesse à unidade, onde o adolescente já havia conversado com a equipe de psicologia.

Segundo o capitão Guidoni, a mãe chamou a PM após notar comportamento diferente no filho que é diagnosticado com TEA (Foto: Alfredo Risk)

Ao conversar com a mãe, o menino relatou a violência. A mulher acionou a Polícia Militar, que iniciou as buscas pelo suspeito no Jardim Antônio Marincek, zona Norte de Ribeirão Preto, onde a família mora.

De acordo com Guidoni, o adolescente de 16 anos não estava na residência quando os policiais chegaram. Após diligências, ele foi localizado e, durante a abordagem, confessou o abuso. O suspeito relatou que o fato havia ocorrido alguns dias antes.

Os dois adolescentes foram encaminhados à DIJU. Como não havia situação de flagrante, foi determinada a elaboração do boletim de ocorrência, seguida da liberação dos envolvidos.

Caso foi registrado na Delegacia de Infância e Juventude (DIJU) e o caso será investigado como ato infracional análogo ao crime de estupro (Foto: Alfredo Risk)

O capitão informou que o adolescente suspeito morava havia cerca de cinco meses com a tia, mãe da vítima, depois de chegar de Guará, a 90 km de Ribeirão Preto, na região de Franca.

Segundo Guidoni, a mulher acolheu o sobrinho em casa e afirmou que não esperava que uma situação como essa pudesse acontecer. “Ela estava bastante abalada com o caso”, relatou o capitão.

O adolescente denunciado deve voltar para Guará. A DIJU dará continuidade à investigação para apurar as circunstâncias da violência.

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