Tribuna Ribeirão
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Após confusão no Dérbi, exame de corpo de delito aponta ferimento em Luighi

Cesar Greco/Palmeiras Luighi, do Palmeiras, disputa bola com Carrillo, do Corinthians

Corinthians também acusa rival de agressões, enquanto Carlos Miguel alega ter sofrido ofensa racista

Um exame de corpo de delito constatou um ferimento no pescoço do atacante Luighi, do Palmeiras, em decorrência de um tapa sofrido durante a confusão generalizada após o clássico com o Corinthians, no último domingo (12). A informação está no boletim de ocorrência registrado pelo jogador.

O principal suspeito é o preparador de goleiros Luiz Fernando, do Corinthians, que foi levado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) para depor. Os corintianos também relataram agressões por parte de integrantes da comissão adversária.

O Dérbi Paulista terminou empatado sem gols na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro. A partida foi marcada pelo fraco desempenho das equipes e o excesso de faltas. Matheuzinho e André, ambos do time alvinegro, foram expulsos.

Após o apito final, jogadores e seguranças de ambas as equipes se envolveram em uma briga generalizada no espaço que dá acesso ao vestiário. O Palmeiras informou que Luighi foi agredido por um funcionário do Corinthians. Já o clube alvinegro afirma que Gabriel Paulista e Breno Bidon sofreram agressões de seguranças palmeirenses.

Os dois clubes, em notas, disseram que registrariam os casos no Jecrim. O Corinthians chegou a propor ao rival que não houvesse sequência dos casos, mediante o pagamento de cestas básicas por parte dos envolvidos. Porém, Luighi e Palmeiras se recusaram e registraram a agressão junto à autoridade policial. O caso será analisado pelo Ministério Público.

Injúria racial

O Palmeiras publicou uma nota oficial na madrugada desta segunda-feira, em que repudiou uma injúria racial sofrida pelo goleiro Carlos Miguel durante o clássico.

“Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas, incluindo a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos. Não podemos tolerar o racismo”, escreveu o Verdão

Por sua vez, o Corinthians manifestou solidariedade ao goleiro e afirmou que repudia veementemente qualquer ato de racismo e discriminação. Carlos Miguel defendeu o time alvinegro entre os anos de 2021 e 2024.

“O Corinthians informa que não medirá esforços para identificar e responsabilizar o(s) autor(es) deste ato inaceitável, colaborando integralmente com as autoridades competentes para que as devidas providências sejam tomadas. Não há espaço para o racismo no futebol e na sociedade”, diz nota divulgada pelo Timão.

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