Presidente cobra reação após sexto jogo seguido sem vitória na Série B
Por Hugo Luque
A oscilação do Botafogo na temporada colocou o time em um de seus momentos mais baixos em 2026 justamente a dez rodadas do final da Série B do Campeonato Brasileiro. Com isso, o Pantera tem 36,3% de probabilidade de ser rebaixado, segundo dados do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Apenas Avaí (47,3%), Londrina (75%), América-MG (99,92%) e Ponte Preta (100%), todos na zona de rebaixamento, têm mais chances. Com oito vitórias, sete empates e 13 derrotas em 28 partidas, incluindo reveses nos últimos cinco jogos, o time está a apenas um ponto do Z-4.
Com exceção do América, o Tricolor ainda terá pela frente confrontos com os outros três times que no momento estão a caminho da Série C. Além disso, a equipe enfrenta o Ceará, um ponto acima na tabela, no próximo mês. Para o técnico Claudio Tencati, um novo ano de luta contra a queda é culpa somente da comissão técnica e do grupo de jogadores, que precisam corrigir problemas apresentados o quanto antes.
“O ambiente de derrota é sempre um ambiente de instabilidade. Quando ganha está tudo maravilhoso, mas quando não ganha e acumula resultados negativos aparece muita coisa. Identificamos já questões de ajustes internos, tanto na questão tática como de grupo, cognitivo e emocional. A direção faz a parte dela, o presidente Adalberto [Baptista] faz a parte dele mantendo o pagamento em dia e o que o clube pode oferecer. Nós não temos problemas de relacionamento. O cara não gostar do treinador ou jogador não se relacionar com outro, não temos nada disso. As diferenças existem e são normais em qualquer elenco. O grupo tem trabalhado e estamos atuando para resolver qualquer problema que apareça”, disse o comandante, que presenciou uma cena rara no vestiário após o tropeço por 3 a 1 diante do Goiás, na última segunda-feira (14).
“A cobrança existe, inclusive o próprio presidente pontuou no vestiário. Raramente ele fala, mas ele teve essa fala pedindo algo diferente da nossa parte. Quem tem de espremer o atleta somos nós (comissão técnica). Se tem um cara exigente, esse cara sou eu. A cobrança entre nós e entre os atletas existe, mas agora vejo que ela tem de ser canalizada numa energia diferente. Tem jogador que não está respondendo mais a esse tipo de cobrança, então vamos ter de ir para um outro viés, pela nossa experiência e muita conversa. Puxões de orelha para alguns vão ter de acontecer, e alguns atletas têm que assumir esse papel de gerenciamento dentro do vestiário. Vocês não acompanham os treinos frequentemente, mas pode ter certeza de que a gente tem se cobrado bastante.”
Pressionado, o Botafogo volta a campo neste sábado, às 18h30, fora de casa, contra o Athletic-MG.

