Tribuna Ribeirão
DestaquePolítica

Câmara vota hoje o ‘IPTU Sustentável’

JF PIMENTA/ ARQUIVO

A Câmara de Vereadores vai votar, na sessão desta terça-feira, 1º de outubro, o projeto do “IPTU Sustentável”, de autoria do prefeito Duarte Nogueira Júnior (PSDB), que tenta criar uma nova Lei do IPTU Verde em Ribeirão Preto. A proposta está com prazo máximo para votação de 45 dias vencido e terá de ser analisado em plenário.

Segundo o governo, a pro­posta é fruto de matérias sobre o tema de iniciativa de Jean Corauci (PDT, autor da Lei do IPTU Ver­de), Marcos Papa (Rede) e Gláu­cia Berenice (PSDB). O projeto es­tabelece critérios para a concessão do benefício que poderia gerar até 10% de desconto no Imposto Pre­dial e Territorial Urbano (IPTU) do contribuinte.

A redução a ser concedida corresponderá ao percentual de até 2% para cada medida adota­da, limitada até 10% do IPTU do imóvel beneficiado, desde que não tenha sido beneficiado pela lei complementar nº 217/1993 que dispõe sobre benefícios fis­cais a imóveis preservados por lei municipal e pela lei nº 2.135/2006 que altera dispositivos do Código Tributário Municipal.

Porém, o “IPTU Sustentável”, caso seja aprovado, revoga a atual lei de autoria de Jean Corauci e di­ficulta as regras para a concessão dos descontos já previstos, apro­vados e considerados constitu­cionais em todas as instâncias do Judiciário, que só passará a valer, na prática, em 2021, quando a cidade pode ter outro governo – segundo a proposta da prefei­tura, o prazo para adesão passa­ria a ser 31 de julho de 2020. Ou seja, os cinco mil contribuintes que seguiram todos os trâmites do IPTU Verde não serão bene­ficiados no ano que vem.

A legislação de Corauci é alvo de disputa judicial envolvendo a prefeitura e a Câmara e nunca chegou a ser cumprida. Para evitar que a lei do Executivo altere a do IPTU Verde, o vereador vai apre­sentar um substitutivo ao projeto de Duarte Nogueira. Também promete trabalhar para convencer os outros parlamentares a aderi­rem a sua proposta. “O projeto do governo piora a atual lei, pois dá com descontos menores e também propõe que o ele só co­mece a ser concedido em 2021”, afirma o parlamentar.

Segundo ele, caso a lei seja aprovada como está, apesar de entrar em vigência, o pedido de desconto pelo munícipe deverá ser feito até 31 de julho do pró­ximo ano. “Isso significa que o benefício só será dado de fato em 2021, quando tiver terminado o mandato dele”, explicou o parla­mentar, para quem Nogueira só que ganhar tempo.

Nesta terça-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito presi­dida por Corauci, instalada para apurar os motivos que impedem a aplicação da Lei do IPTU Verde, vai ouvir o secretário municipal da Fazenda, Manoel de Jesus Gonçal­ves. Dois secretários já prestaram depoimento: a do Meio Ambien­te, Sônia Valle Walter Borges de Oliveira, e o de Negócios Jurídicos, Ângelo Roberto Pessini Júnior. Também integram a comissão Adauto Honorato, o “Marmita” (PR), e Marinho Sampaio (MDB).

Uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP), con­cedida em janeiro deste ano, anu­lou o decreto legislativo aprovado na Câmara que obrigava o Exe­cutivo a cumprir com a determi­nação do IPTU Verde. A liminar foi dada em uma ação direta de inconstitucionalidade impetrada (Adin) pela prefeitura.

A suspensão vigorou até o final de maio, quando foi derru­bada pelo Órgão Especial do TJ/ SP. Em outubro do abo passado, porém, o Supremo Tribunal Fe­deral (STF) deu ganho de causa ao autor depois que o TJ/SP, ao analisar a Adin, considerou a lei parcialmente constitucional.

A Câmara chegou a promul­gar a lei, mas na edição do Diá­rio Oficial do Município de 3 de janeiro, o Executivo publicou a relação com os cinco mil pedidos indeferidos com base no decreto do prefeito. A intenção da pre­feitura é elaborar um estudo de impacto financeiro-orçamentário durante o ano de 2019 para avaliar a concessão de descontos antes de o benefício ser implementado. Para isso criou uma comissão que até o momento não deu nenhum parecer sobre o assunto.

Cerca de cinco mil contri­buintes protocolaram, na Secre­taria Municipal da Fazenda, pe­didos de abatimento com base na Lei do IPTU Verde, que pode chegar até 12% do valor do im­posto, dependendo da medida ambiental efetivada pelo muní­cipe em sua propriedade, como o plantio de árvores, captação de água da chuva, energia solar e uso de material sustentável.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Vídeo mostra queda de idoso em assalto na zona Sul

Luque

TSE avalia que tentativa de Flávio Bolsonaro de anular segundo turno não deve avançar

Redação

Leticia de Mello Francisco é eleita Miss Comerciária Ribeirão Preto 2026

Eduardo Ferrari

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade