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Campanha salarial – Servidores de Ribeirão podem deflagrar greve

Sindicato dos Servidores Municipais critica cancelamento da primeira reunião de negociação que estava marcada para esta sexta-feira (23), agenda assembleia e não descarta greve

O Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto (SSM/RP) convocou assembleia geral para a próxima terça-feira, 27 de março, às 18 horas, sede da entidades, na rua XI de Agosto nº 361, nos Campos Elíseos, depois que a prefeitura cancelou a reunião de negociação agendada para a manhã desta sexta-feira (23). O presidente Laerte Carlos Augusto, irritado com a decisão do governo Duarte Nogueira Júnior (PSDB), já fala na possibilidade de greve.
A reunião foi agendada para discussão da pauta de reivindicações da categoria, que lançou a campanha salarial deste ano no dia 1º. A Comissão de Política Salarial encaminhou ofício na tarde de quinta-feira (22) ao presidente do sindicato comunicando o cancelamento. “Cancelar a reunião através de um ofício, com argumentos que não passam de uma cortina de fumaça para não conceder o aumento, que é um direito dos trabalhadores, no final do dia anterior ao encontro, é falta de respeito com a comissão e, consequentemente, com todos os servidores municipais”, afirma Augusto.
“Independentemente do que vai acontecer nos próximos dias, a comissão definiu pela realização da assembleia geral. Na terça-feira vamos passar para a categoria o cenário atualizado das negociações e ela vai decidir os rumos da data-base. Sem proposta como estamos até neste momento, uma greve geral está muito próxima”, diz o sindicalista.
No ofício, a Comissão de Política Salarial argumenta que o sindicato não entregou a documentação solicitada pela prefeitura, por isso o cancelamento – diz que sem os documentos não teve condições de analisar os itens da pauta de reivindicações e, portanto, a reunião será inócua.
Entre os documentos pedidos pela Comissão de Política Salarial estão a relação de quatro representantes do SSM/RP para a negociação do reajuste salarial e de mais nove para a discussão das demais reivindicações, além da apresentação de um estudo técnico sobre as questões econômicas que bvão gerar impacto financeiro e orçamentário, incluindo os índices utilizados para a definição dos percentuais requisitados.
A própria administração remarcou o encontro para esta segunda-feira, dia 26, a partir das 15 horas, na sede da Empresa de Trânsito e Transporte Urbano de Ribeirão Preto (Transerp), no Jardim Presidente Dutra, Zona Norte. A data-base da categoria é 1º de maio, mas tradicionalmente a negociação com o governo começa com dois meses de antecedência.
O principal tópico da lista é o pedido de reajuste de 10,8%, mas a categoria também defende a volta do pagamento no último dia útil do mês trabalho, e não no quinto do subsequente, como acontece desde que Duarte Nogueira Júnior (PSDB) assumiu o governo em meio a uma das principais crises financeiras da história da cidade – e no epicentro do maior escândalo político de Ribeirão Preto.
O sindicato diz que a pauta – aprovada em assembleia geral em 26 de fevereiro – tem 21 itens gerais e mais 140 específicos de cada secretaria, autarquia, Instituto de Previdência dos Municipiários (IPM) e Serviço de Assistência à Saúde dos Municipíários (Sassom), totalizando 161 reivindicações.
No entanto, a prefeitura garante que, além da questão financeira, a lista traz mais 180 tópicos. A parte econômica requer reajuste salarial de 10,8% e o mesmo índice de reposição sobre o valor atual do vale-alimentação e da cesta básica nutricional dos aposentados.
O pedido dos trabalhadores faz referencia à correção da inflação nos últimos doze meses, de 2,93% medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – indexador oficial –, mais aumento de 7,87% referente ao crescimento orçamentário na arrecadação.
A campanha salarial de 2018 tem como símbolo a figura de um jacaré. O mote é “Olha que eu viro bicho!”. No ano passado, após a mais longa greve da categoria, que durou 21 dias e terminou em meados de abril, os servidores aceitaram reajuste salarial de 4,69% em duas parcelas – a primeira ficou fixada em 2,35% no mês de março e 2,34% para setembro. Também receberam uma reposição de 4,69% em parcela única retroativa a março no vale-alimentação e na cesta básica nutricional dos aposentados. Nenhum dia foi descontado dos grevistas.
A pauta do ano passado tinha 149 itens. O principal era o pedido de reajuste de 13%. Em 2016, em plena crise financeira da prefeitura, o funcionalismo conseguiu aumento de 10,67%. O mesmo índice foi oferecido para o vale-alimentação e também para o auxílio nutricional dos aposentados e pensionistas.

Divulgação/SSM
O presidente Laerte Carlos Augusto, irritado com a decisão do governo Duarte Nogueira Júnior (PSDB), já fala na possibilidade de greve.

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