Preço da cesta básica de alimentos essenciais desacelerou de alta de 2,88% em junho para deflação de 3,76% em julho; custa R$ 828,90
O preço da cesta básica de alimentos essenciais nos mercados de Ribeirão Preto registrou a primeira deflação do ano. Recuou 3,76% em julho, ante alta de 2,88% em junho – 6,68 pontos percentuais abaixo –, após oito meses consecutivos de inflação. Já vinha de avanços de 5,69% em maio, 5,98% em abril, 1,60% em março, 0,62% em fevereiro, 0,97% em janeiro, 0,47% em dezembro e 2,10% em novembro.
Antes, foram cinco quedas consecutivas: 0,55% em outubro, 1,91% em setembro, 1,46% em agosto, 1,64% em julho e 1,87% em maio. Não houve coleta de preços em junho de 2025, e subiu 2,59% em fevereiro, 1,54% em março e 0,77% em abril.
Foram seis deflações no ano passado. Agora, o preço da cesta básica com 13 alimentos essenciais baixou de R$ 861,25 em junho – recorde da série histórica – para R$ 828,90, pela terceira vez seguida acima de R$ 800, desconto de R$ 32,35, segundo a pesquisa.
No acumulado em doze meses, na comparação com os R$ 734,20 cobrados em julho de 2025 (registrou deflação de 1,64% na época), a alta chega a 12,90%, aporte de R$ 94,70. No ano, em relação aos R$ 724 de dezembro, sobe 14,49%, diferença de R$ 104,90.
O valor da cesta básica foi de R$ 731,01 em janeiro, R$ 735,55 em fevereiro, R$ 747,35 em março, R$ 792,05 em abril e R$ 837,13 em maio. Encerrou 2025 em queda de 2,06% em comparação com o preço praticado em dezembro de 2024, quando a cesta com 13 alimentos essenciais custava R$ 739,25, desconto de R$ 15,25. Uma das mais altas da série ocorreu em setembro de 2024, de 8,06%, segundo a pesquisa.
Encerrou 2024 com inflação acumulada de 15,3% – o aumento de 2,03% de dezembro foi o percentual mais elevado do período. O levantamento mensal é do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB) da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp).
O estudo aponta ainda que da região com menor custo (R$ 762,86) para a mais cara (R$ 898,90), o consumidor pode chegar a gastar até R$ 136,04 a mais pela compra dos mesmos 13 itens básicos. A variação chega a 17,83%, segundo a pesquisa.
Os dados do Índice Mensal de Cesta Básica foram divulgados nesta quinta-feira (30). Os analistas percorreram 16 estabelecimentos no dia 20 de julho: onze supermercados e hipermercados e cinco panificadoras distribuídas entre as cinco regiões da cidade. O levantamento não tem caráter fiscalizador.
Entre os 13 itens analisados pela amostra, os principais destaques para a queda de preços foram o tomate (-23,8%) e a batata-inglesa (-18,1%). Após período de altas, os dois itens recuaram com o aumento da oferta, associado ao avanço das safras e à melhora da produtividade nas regiões produtoras.
No caso da batata, a demanda mais fraca durante as férias escolares pode ter reforçado a queda, ainda que como fator secundário. A farinha de trigo (+9,1%) e o pão francês (+13,2%) tiveram aumentos que atenuaram parcialmente o recuo do custo total da cesta no mês.
O trigo permaneceu pressionado pela baixa disponibilidade para venda imediata, pela retenção de estoques por parte dos produtores e pela necessidade de reposição dos moinhos. Essa pressão se estendeu ao pão francês, cujo custo acompanha de perto o da farinha.
O grupo alimentar que mais pesa sobre as despesas do ribeirão-pretano, com 42,80% do valor total da cesta, é o da carne. Frutas e legumes absorvem 25,04% do orçamento, seguidos de farináceos (18,90%), laticínios (6,29%), leguminosas (4,57%), cereais (1,66%) e óleos (0,75%).
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43. Nessas condições, um trabalhador de média idade comprometeu cerca de 55,28% da renda mensal apenas com gastos alimentares em julho, ante 57,44% em junho.
Para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 121,62 horas de trabalho, o que representa redução de 4,75 horas em relação a junho (126,36), indicando recomposição parcial do poder de compra no período.
Regiões – Em julho, o valor da cesta básica de alimentos com 13 produtos ficou acima de R$ 800 em três das cinco regiões de Ribeirão Preto. Todas registraram queda nos preços. Na Central, que ainda detém o kit mensal básico de alimentos mais caro da cidade, baixou de R$ 916,91 para R$ 898,90, retração de 1,96% e desconto de R$ 18,01.
Depois vem a Zona Leste com R$ 865,75, queda de 2,89% e R$ 25,75 a menos em relação aos R$ 891,50 do mês anterior. A Zona Sul vem em seguida com R$ 851,23, baixa de 3,15% e R$ 27,72 a menos em comparação com os R$ 878,95 de junho.
Na Norte, custa R$ 790,07, queda de 6,76% e desconto de R$ 57,31 em relação aos R$ 847,38 do período anterior. O kit básico é mais barato na Zona Oeste: R$ 762,86, redução de 4,17% e abatimento de R$ 33,20 em comparação com os R$ 796,06 do mês antecedente.

