Apesar do resultado positivo, os negócios ficaram abaixo da alta média de 6,54% registrada em 2024
As vendas do comércio varejista de Ribeirão Preto tiveram crescimento médio de 4,3% no acumulado de 2025, em comparação com o ano anterior – o setor encerrou 2024 com crescimento de 6,54%, ante elevação de apenas 0,72% em 2023 e ganho de 5,01% em 2022.
Apesar do resultado positivo, os negócios ficaram abaixo da alta média de 6,54% registrada em 2024 frente ao ano anterior, aponta levantamento do Centro de Pesquisas do Varejo (CPV), mantido por Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão e Região (Sincovarp) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL RP).
“Essa variação positiva de 2025 precisa ser comemorada uma vez que o último trimestre do ano passado foi negativo para as vendas (-0,7%/outubro, -0,9%/novembro e -1,2%/dezembro). A pesquisa comprova a desaceleração que o varejo tem sofrido”, diz o economista Diego Galli Alberto, pesquisador e coordenador do CPV
“E olha que Ribeirão Preto ainda tem a vantagem de ser uma cidade polo de consumo regional”, analisa o economista. “Em nível nacional, o Índice do Varejo Ampliado (IBGE/Pesquisa Mensal do Comércio) apontou alta de apenas 1,6% no desempenho do setor”, emenda.
“No Índice do Varejo Restrito, o crescimento foi de apenas 0,1%, apontando para uma estagnação. O Índice de Varejo Stone apontou queda de -0,5% no período”, completa. O desempenho das vendas de janeiro de 2026 consolida a tendência de desaceleração.
Segundo o Centro de Pesquisas do Varejo, a variação média foi de -2,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado que já tinha registrado um recuo de -2% em relação a janeiro de 2024.
“Trata-se do pior momento para o comércio desde janeiro de 2021, época da pandemia”, observa o economista. “Outros fatores relevantes são os altos índices de endividamento das famílias e de inadimplência, além da inflação”, ressalta.
“A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil apontam que o país atingiu a estimativa de 73,3 milhões de consumidores negativados em janeiro, o pior número da série histórica”, diz o pesquisador e coordenador do CPV.>
A queda em janeiro foi a quarta seguida, após baixas de 0,7% em outubro (mês de Halloween e Dia das Crianças), de 0,9% em novembro (Black Friday) e de 1,2% em dezembro, mês do Natal, a melhor data para do calendário do varejo nacional.
Antes, o setor vinha de crescimento de 3,5% em setembro, após sequência de duas baixas seguidas – houve retração de 0,9% em agosto e de 0,6% em julho, e depois de cinco altas consecutivas, com elevação de 1,5% em fevereiro, 1% em março e abril, 1,5% em maio e 1,7% em junho.

