Tribuna Ribeirão
Geral

Corredor Leste-Oeste ainda depende 
de projeto executivo

Alfredlo Risk
Secretário Cláudio Almeida diz que anteprojetos estão sendo elaborados



O secretário de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Habitação, e de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade de Ribeirão Preto, Cláudio Almeida, foi ouvido nesta segunda-feira, 25 de maio, pela Comissão Especial de Estudos (CEE) da Câmara responsável por fiscalizar a execução e a aplicação dos recursos de R$ 1,1 bilhão destinados à implantação da Via Leste-Oeste.

O corredor interligará a cidade com a criação da avenida Tanquinho, na região Leste, e o prolongamento da avenida Rio Pardo, na Zona Oeste, com o objetivo de desafogar vias importantes, atualmente com trânsito saturado, que dificultam os deslocamentos.

A CEE é formada pelo presidente Daniel Gobbi (PP), a relatora Perla Müller (PT) e Rangel Scandiuzzi (PSD).  No encontro, o secretário afirmou que o projeto é muito complexo e que está na fase de elaboração do anteprojeto, para posteriormente serem feitos os complementares e depois a licitação do executivo.

Segundo ele, devido ao andamento ágil dos trâmites por parte do governo municipal, o financiamento federal deverá ser assinado pela prefeitura nas próximas semanas. “A preocupação e determinação do prefeito Ricardo Silva (PSD)é que a obras sejam feitas por etapas para não gerar problemas de Mobilidade”, afirmou.

Destacou também que as desapropriações que serão necessárias só serão definidas depois do projeto executivo pronto. O dinheiro para a implantação do equipamento viário é resultado de financiamento da prefeitura com o governo federal por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – Avançar Cidades – Mobilidade Urbana Setor Público, vinculado ao Ministério das Cidades.

Prevê uma intervenção de mais de 27 quilômetros, com a implantação das avenidas Tanquinho e Rio Pardo. O projeto inclui desapropriações, requalificação de vias, construção de pontes e adequações urbanas e viárias.

O investimento prevê o repasse de até R$ 1.093.319.450,64 do governo federal. A contrapartida do município é estimada em R$ 57.543.128,99, totalizando R$ 1.150.862.579,63. O financiamento será de 240 meses (20 anos) e será gerenciado pela Caixa Econômica Federal.

Em depoimento no mês março, secretário de Obras Públicas de Ribeirão Preto, Walter Telli, afirmou a que a obra tem previsão de ser concluída em 48 meses, contados da assinatura do contrato. A reunião será às 16 horas na sala de Comissões da Câmara de Ribeirão Preto, com transmissão ao vivo pelo Youtube do Legislativo.

Sobre as desapropriações, está em andamento um levantamento técnico mais refinado. Já existe uma base prévia elaborada conforme as diretrizes do Programa Avançar Cidades, do Ministério das Cidades, e a estimativa atual gira em torno de R$ 150 milhões, valor já contemplado no escopo do financiamento.

O modelo prevê que sejam financiadas as desapropriações que não impliquem deslocamento involuntário de pessoas, enquanto imóveis comerciais poderão ser integralmente indenizados, quando necessário. A proposta vai além da ampliação viária e representa uma transformação urbana completa.

O corredor prevê a implantação e requalificação de avenidas estratégicas, como Eduardo Andrea Matarazzo (Via Norte), avenida Rio Pardo e do Tanquinho, além da criação de novas ligações viárias em regiões importantes da cidade.

Ao longo de todo o eixo, serão implantadas faixas exclusivas para ônibus, contribuindo para a redução do tempo de deslocamento e o aumento da eficiência do transporte coletivo. O projeto também contempla ciclovias contínuas e calçadas acessíveis, promovendo uma mobilidade mais inclusiva e segura para pedestres e ciclistas.

A infraestrutura será completa, com execução e modernização de sistemas de drenagem, iluminação pública, redes de água, esgoto, energia e comunicação, além da construção de novas pontes e travessias sobre córregos, permitindo a superação de barreiras históricas que hoje limitam a integração entre bairros.

A estimativa é que o corredor beneficie diretamente milhares de moradores, além de atender diariamente entre 1.800 e 2.200 usuários do transporte coletivo e induzir a ocupação planejada de regiões com potencial para abrigar cerca de 81 mil novos habitantes.

O projeto incorpora soluções modernas de sustentabilidade, com a implantação de parques lineares ao longo dos cursos d’água, recuperação de áreas degradadas e sistemas de drenagem inspirados no conceito de “cidade esponja”, que amplia a capacidade do solo de absorver e reter a água da chuva.

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