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Covid: mortes sobem a 2.592

ALFREDO RISK

Ribeirão Preto registrou mais cinco mortes por covid-19, segundo o Boletim Epidemioló­gico da Secretaria Municipal da Saúde, e deve superar a barreira de 2.600 óbitos nos próximos dias. Porém, a incidência de ca­sos fatais vem desacelerando nos últimos dias, reflexo do avanço da vacinação e também do lockdown imposto entre 27 de maio e 6 de junho.

Nesta quinta-feira, 8 de ju­lho, o número de falecimentos em decorrência da doença che­gou a 2.592, alta de 0,2% em rela­ção às 2.587 computadas até quar­ta-feira (7). Maio terminou com 369 mortes, doze por dia, segundo os dados oficiais. Já é o segundo mês com mais óbitos da pande­mia, atrás de março (400, treze por dia, o período com mais óbitos) O recorde do ano passa­do pertence a julho (244).

São 344 mortes em junho, quase doze por dia, mas apenas 114 aparecem no balanço ofi­cial. Já é o terceiro mês com mais óbitos da pandemia, à frente de abril (330) deste ano – o boletim aponta 284 ocorrências oficiais. Ainda não há, oficialmente, re­gistros em julho, mas 24 casos já foram anunciados, mais de três por dia. Janeiro soma 172. São 209 casos em fevereiro. O recor­de de falecimentos anunciados em um único boletim pertence a 14 de junho, de 36.

Superou o de 8 de junho, de 33 óbitos. Antes era de 6 de abril, de 32 vítimas fatais. O total de mortes por covid-19 em pouco mais de seis meses de 2021, de 1.548, já é 48,3% superior ao re­gistrado em nove meses do ano passado (de março a dezembro), de 1.044 óbitos. São 504 a mais. O recorde de falecimentos em 24 horas é de 3 de junho, de 26 óbitos, contra 23 de 1º de abril. Antes da segunda onda de co­vid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13.

De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da milési­ma morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias. Uma das ocorrências fatais do último boletim foi registrada em 21 de junho e as outras quatro entre 2 de julho e quarta-feira (7). As vítimas são quatro mu­lheres, de 53, 56, 70 e 86 anos, e um homem de 35 anos.

Três pacientes estavam in­ternados em hospitais públi­cos, um morreu em instituição particular e um faleceu em casa. Todas essas pessoas ti­nham comorbidades, sofriam de problemas de saúde e eram portadoras de doenças graves como hipertensão arterial, do­ença neurológica crônica, dia­betes mellitus e obesidade.

A tendência é de queda na comparação semanal. Entre 24 e 30 de junho ocorreram 31 fale­cimentos na cidade, cerca de um a cada cinco horas e 25 minutos. Nos sete dias subsequentes, en­tre 1º e 7 de julho, foram con­firmados mais 24 óbitos, um a cada sete horas, recuo de 22,6% e sete casos a menos.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendência também é de queda. Entre 10 e 23 de junho foram computadas 165 mortes, um falecimento a cada duas horas e dois minutos. Entre 24 de junho e 7 de julho a cidade registrou 55 óbitos, cerca de um a cada seis horas e sete minutos, 110 a menos a mais e recuo de 66,7 % em re­lação ao período anterior. São 220 no total de 28 dias.

Os meses com menos faleci­mentos são março de 2020 (dois, a pandemia começou em mea­dos do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de letalidade da pandemia caiu de 2,8% para 2,7% – che­gou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Nes­te ano, até agora, a taxa era de 2% em janeiro, 4,2% em feve­reiro e 4,1% em março, 3,6% em abril e chegou a 3,3% em maio e fechou junho em 1,2%.

A média neste ano subiu agora de 2,5% para 2,7% em março, em abril passou de 2,8% para 2,9%, subiu para 3% em maio e agora caiu para 2,9%, ainda acima dos índices regional (2,6%), mundial (2,2%) e nacio­nal (2,8%) e abaixo do estadual (3,4%). A taxa de incidência de óbitos em 14 dias por 100 mil habitantes estava em 16,58 em 30 de abril, em 5 de maio, estava em 14,89, no dia 6 era de 14,05 e em 7 de maio recuou para 12,92. Em 1º de março apontava 5,62.

Por sexo, as vítimas da co­vid-19 são 1.437 homens (55,4%) e 1.155 mulheres (44,6%). A mais jovem em toda a pandemia é o bebê de um mês que morreu em 22 de junho. A segunda é um menino de seis meses que fale­ceu em 12 de junho. A menina de três anos que morreu em 1º de junho deste ano é a segunda. A mais idosa é uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021.

O município de Ribeirão Preto superou a marca de 94,9 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 – são 94.950. O Boletim Epidemiológico do Departamento de Vigilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diag­nóstico da doença.

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