Tribuna Ribeirão
DestaquePolítica

Dárcy Vera tem recurso negado

GUSTAVO LIMA/STJ

A presidência do Supe­rior Tribunal de Justiça (STJ) indeferiu mais um pedido de liminar impetrado pela defesa da ex-prefeita Darcy da Silva Vera (sem partido). Ao anali­sar o caso, a ministra Laurita Vaz, presidente da Corte em Brasília, constatou que trata-se de recurso de “mera reiteração de pedidos anteriores, em au­tos nos quais há identidade de partes, de pedido e de causa de pedir, além de a impugnação ser dirigida ao mesmo acórdão e à mesma matéria” de um ha­beas corpus já analisado pela 6ª Turma do STJ – recusado em 16 de julho.

A defesa, representada pela advogada Maria Cláudia Seixas, alegou que a prisão da ex-pre­feita foi decretada com base apenas na gravidade abstrata do delito, sem que fossem aponta­dos elementos idôneos para o preenchimento dos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP). Susten­tou não haver indícios de auto­ria delitiva, apenas a fala de um colaborador, que foi desmentida pela instrução processual.

Este foi o 15º recurso nega­do a Dárcy Vera em várias ins­tâncias – além do próprio STJ, já sofreu derrotas na 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Juízes, desembargadores e ministros decidiram manter a ex-prefei­ta presa. A decisão foi publica­da no site da Corte. A ex-chefe do Executivo ribeirão-pretano está na Penitenciária Femini­na Santa Maria Eufrásia Pelle­tier, em Tremembé, no Vale do Paraíba, desde 19 de maio do ano passado.

A defesa tenta anular a de­lação premiada do presidente destituído do Sindicato dos Ser­vidores Municipais de Ribeirão Preto (SSM/RP), Wagner Ro­drigues, que acusa Dárcy Vera de ter recebido propina de R$ 7 milhões da ex-advogada da entidade, Maria Zuely Alves Li­brandi, também detida em Tre­membé. A ex-prefeita responde por corrupção passiva, organi­zação criminosa e peculato – quando alguém tira proveito do cargo público que exerce em be­nefício próprio ou de terceiros. Ela nega a prática de crimes.

Segundo a tese da defesa, o acordo de delação deveria ter sido conduzido pela Procura­doria-Geral de Justiça (PGJ) e homologado pelo Tribunal de Justiça, já que Dárcy Vera tinha foro privilegiado por ser prefeita de Ribeirão Preto. No entanto, o processo ficou sob a responsabilidade do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público Estadual (MPE), e a homologa­ção coube ao juiz Lúcio Alber­to Enéas da Silva Ferreira, da 4ª Vara Criminal.

Em 2 de julho, a defesa entregou ao juiz Lúcio Alber­to Enéas da Silva Ferreira um calhamaço com 129 páginas com a defesa da ex-chefe do Executivo ribeirão-pretano, ré em uma das ações penais da Operação Sevandija, a que in­vestiga fraude no pagamento de honorários advocatícios em processo de perdas inflacioná­rias dos servidores públicos. A defesa diz que o Gaeco rastreou contas e propriedades e não en­controu o suposto dinheiro ilí­cito que ela teria recebido.

Depois das alegações finais, o magistrado poderá emitir sentença. Será a primeira das três ações penais da Sevandi­ja a definir se os acusados são culpados ou inocentes. Os de­mais réus já se manifestaram por meio de seus advogados. As outras frentes investigam fraudes e corrupção na Com­panhia de Desenvolvimento Econômico (Coderp) e no De­partamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto (Daerp).

Em 4 de abril deste ano, os promotores entregaram o rela­tório final da investigação que envolve a suposta fraude no pagamento de honorários ad­vocatícios de uma ação ganha pelos servidores referente às perdas econômicas do Plano Collor (década de 1990), a úni­ca em que Dárcy Vera é ré.

O Ministério Público Esta­dual (MPE) defende a conde­nação da ex-chefe do Executivo e pede pena máxima para ela. Se for condenada, pode pegar 30 anos. Além dela, Rodrigues e Maria Zuely, outras três pes­soas são rés nesta ação penal. O relatório tem 193 páginas. Os demais réus respondem por associação criminosa, corrup­ção ativa e passiva e peculato. O grupo é acusado de desviar aproximadamente R$ 45 mi­lhões de uma ação de reposição de perdas salariais dos servido­res públicos por meio de frau­de em honorários advocatícios. Todos negam os crimes.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Vídeo mostra queda de idoso em assalto na zona Sul

Luque

TSE avalia que tentativa de Flávio Bolsonaro de anular segundo turno não deve avançar

Redação

Leticia de Mello Francisco é eleita Miss Comerciária Ribeirão Preto 2026

Eduardo Ferrari

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade