Tribuna Ribeirão
Política

Do Parlatório Bolsonaro fala em libertar o país do socialismo

AGÊNCIA BRASIL

Já usando a faixa presiden­cial, o presidente Jair Bolsona­ro (PSL) defendeu, em discurso para a população nesta terça-feira (1º), o restabelecimento dos “padrões éticos e morais” do Brasil, do direito à legítima defesa e se comprometeu a “li­bertar” o país do “do socialis­mo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politi­camente correto.”.

“Vamos restabelecer a ordem neste país”, afirmou diante da multidão que acom­panhou o evento na praça dos Três Poderes.

“Não podemos deixar que ideologias nefastas venham a dividir os brasileiros. Ideolo­gias que destroem nossos valo­res e tradições, destroem nos­sas famílias, alicerce da nossa sociedade. E convido a todos para iniciarmos um movimen­to nesse sentido. Podemos, eu, você e as nossas famílias, todos juntos, reestabelecer padrões éticos e morais que transfor­marão nosso Brasil”, disse.

A reação mais efusiva do público em relação ao pro­nunciamento de Bolsonaro ocorreu quando o novo presi­dente abordou o tema da se­gurança pública.

Ao dizer que é “urgente aca­bar com a ideologia que defen­de bandidos e criminaliza poli­ciais”, os apoiadores presentes na praça dos Três Poderes fo­ram ao delírio e puxaram gritos de “mito, mito, mito.”

Outro momento em que Bolsonaro foi ovacionado no discurso foi quando defendeu o direito de legítima defesa. “Nossa preocupação será com a segurança das pessoas de bem e a garantia do direito de propriedade e da legítima de­fesa [quando foi interrompi­do com aplausos e gritos], e o nosso compromisso é valorizar e dar respaldo ao trabalho de todas as forças de segurança.”
Bolsonaro destacou ainda o fato de ter feito a campanha pre­sidencial mais barata da história e de ter montado um governo “sem conchavos ou acertos polí­ticos, formamos um time de mi­nistros técnicos e capazes para transformar nosso Brasil.”

De improviso, ao fim do dis­curso, o segundo desta terça-fei­ra, Bolsonaro repetiu um slogan usado à exaustão por seus apoia­dores: “Essa é a nossa bandeira, que jamais será vermelha [disse, exibindo a bandeira brasileira]. Só será vermelha se for preciso o nosso sangue para mantê-la verde e amarela.”

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