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Dupla dos EUA leva 
Nobel de Economia

Comitê Nobel de Economia/Divulgação
Hall é professor ligado à Universidade Stanford, na Califórnia, e Woodford à Universidade Columbia, em Nova York: da estabilização macroeconômica


Os economistas Robert E. Hall e Michael Woodford, nascidos nos Estados Unidos, ganharam na segunda-feira, 12 de outubro, o Nobel de Economia por pesquisas sobre os fundamentos microeconômicos da estabilização macroeconômica.

Hall é professor ligado à Universidade Stanford, na Califórnia, e Woodford à Universidade Columbia, em Nova York. O anúncio foi feito pela Real Academia Sueca de Ciências, em Estocolmo.

“O trabalho dos laureados nos deu uma base teórica sólida para os modelos hoje usados por bancos centrais e governos em todo o mundo”, afirmou John Hassler, presidente do Comitê do Prêmio de Ciências Econômicas, em comunicado.

“Com essas contribuições, estamos mais bem preparados para enfrentar choques na economia, como crises de energia ou mudanças súbitas no nível de consumo das famílias”, acrescentou  O prêmio de Economia é oficialmente chamado de Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel.

No ano passado, três pesquisadores que estudam inovação empresarial foram reconhecidos por explicar como novos produtos e invenções impulsionam o crescimento econômico e o bem-estar humano, ainda que, no processo, deixem empresas mais antigas para trás.

Criado pelo banco central sueco em 1968, o prêmio homenageia Alfred Nobel, empresário e químico sueco do século 19 que inventou a dinamite e instituiu os cinco Prêmios Nobel originais

Especialistas e defensores da tradição do Nobel ressaltam que, tecnicamente, a distinção em Economia não integra os prêmios criados por Nobel. Ainda assim, ela é entregue junto com as demais premiações em 10 de dezembro, data que marca o aniversário da morte de Nobel, em 1896.

Ao longo da semana passada, foram anunciados outros prêmios Nobel. Na segunda-feira (5), o de Medicina foi para Karl Deisseroth, de 54 anos, Peter Hegemann, de 71, e Georg Nagel, de 73, premiados por trabalhos sobre canais iônicos acionados por luz e sobre optogenética.

Na terça-feira (6), o belga radicado nos Estados Unidos Francis Halzen, de 82 anos, venceu o Nobel de Física por contribuições que ajudaram a esclarecer a natureza de um grupo raro de neutrinos, partículas cósmicas minúsculas que, segundo cientistas, podem trazer pistas sobre a evolução do universo.

O francês Henri B. Kagan e o japonês Kenso Soai ganharam o Nobel de Química na quarta-feira (7) por seus esforços para solucionar o mistério das imagens especulares em moléculas químicas – uma descoberta que transformou a medicina moderna, usada no desenvolvimento de inúmeros medicamentos.

Na quinta-feira (8), a poeta e ensaísta canadense Anne Carson venceu o Nobel de Literatura “por sua obra ousada e inventiva que, em diálogo lúdico com a tradição clássica, criou novas formas para a literatura contemporânea”, anunciou a Academia Sueca.

Na sexta-feira (9), a ex-alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para direitos humanos Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, hoje juíza da Corte Internacional de Justiça, venceu o Prêmio Nobel da Paz, frequentemente apontado como a honraria mais prestigiosa do planeta. A edição deste ano marca o 125º aniversário do prêmio, criado em 1901.

Os laureados receberão suas medalhas das mãos do rei da Suécia Carlos XVI Gustavo, em cerimônia em Estocolmo marcada para 10 de dezembro, data do aniversário  da morte de Alfred Nobel (1833-1896).

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