Ribeirão Preto registrou superávit de 361 vagas em junho e superávit de 5.277 no primeiro semestre, 7,04% acima dos 4.930 do mesmo período de 2025
O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os números do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) de junho. A economia de Ribeirão Preto voltou a registrar superávit, o quinto do ano, após déficit em maio. De janeiro a abril o saldo foi positivo, com queda em dezembro que interrompeu sequência de seis altas consecutivas.
Foram dez resultados positivos e dois negativos em 2025. Em junho, o superávit foi de 361 novos empregos com carteira assinada, fruto de 12.514 admissões e 12.153 demissões. Avançou 187,20% em relação aos 414 postos fechados em maio – 12.466 contratações e 12.880 rescisões –, aporte de 775 vagas.
Em janeiro foram abertas 799 oportunidades, contra 2.285 em fevereiro, 2.040 em março e 206 em abril. Os dados são revisados mensalmente. Também avançou 34,70% em comparação com junho de 2025, quando o saldo foi de 268 trabalhadores contratados – 12.311 admissões e 12.043 demissões. São 93 vagas com carteira assinada a menos, indica o Ministério do Trabalho.
Fechou o primeiro semestre com saldo de 5.277 novas vagas – 81.786 contratações e 76.509 rescisões –, contra 4.930 do mesmo período do ano passado (81.497 carteiras assinadas e 76.567 dispensas), avanço de 7,04% e 347 postos a mais. Nos últimos doze meses, contratou 155.190 pessoas e demitiu 151.154, saldo de 4.036.
Com 2.468 carteiras assinadas (15.144 contratações e 12.676 rescisões), fevereiro de 2025 obteve o melhor saldo desde as 2.732 novas vagas de novembro de 2020 (foram 10.197 admissões e 7.465 demissões). O pior resultado da década pertence ao mês de abril do primeiro ano de pandemia, com déficit de 5.667 postos fechados (3.870 contratações e 9.537 rescisões).
Ribeirão Preto terminou 2025 com saldo positivo de 3.689 novas carteiras de trabalho assinadas (dados revisados, 154.901 contratações e 151.212 rescisões). Ficou 45,86% abaixo do superávit de 6.814 novas carteiras de trabalho assinadas (dados revisados) do ano anterior (152.064 contratações e 145.250 rescisões), 3.125 a menos. O saldo de 2024 é 10,56% superior ao de 6.163 empregos formais de 2023 (135.953 admissões e 129.790 demissões), 651 a mais.
Setores – Três setores da economia ribeirão-pretana fecharam o mês no “vermelho”e dois no “azul”. O comércio fechou junho com superávit de 51 postos de trabalho criados, fruto de 3.318 admissões e 3.267 demissões. Em seis meses, contratou 21.002 e demitiu 21.473, déficit de 471 vagas. No ano passado, contratou 43.607 e demitiu 42.872, superávit de 735.
O setor de serviços registrou 7.269 contratações e 6.556 rescisões em junho, superávit de 713 empregos formais abertos. No primeiro semestre, contratou 46.706 e demitiu 41.933, saldo de 4.773 vagas. Em 2025, contratou 86.443 e demitiu 84.232, superávit de 2.211.
A construção civil fechou junho com déficit de 107 vagas fechadas, fruto de 819 admissões e 926 demissões. Em seis meses, contratou 6.303 e demitiu 5.658, superávit de 645 vagas. No ano passado, contratou 11.360 e demitiu 11.380, déficit de 20.
A indústria admitiu 1.072 trabalhadores e demitiu 1.233 em junho, com déficit de 161 empregos formais fechados. No primeiro semestre, contratou 7.035 e demitiu 6.635, superávit de 400 vagas. No ano passado, contratou 12.741 e demitiu 11.994, superávit de 747.
A agropecuária admitiu 36 funcionários e dispensou outros 171, déficit de 135 postos em junho. Em seis meses, contratou 740 e demitiu 810, rombo de 70 vagas extintas. No ano passado, contratou 750 e demitiu 734, saldo positivo de 16.

