Por Hugo Luque
A Espanha derrotou a França por 2 a 0 nesta terça-feira (14), no Dallas Stadium, nos Estados Unidos, e está na final da Copa do Mundo. Mikel Oyarzabal e Pedro Porro marcaram os gols que colocaram a Fúria na decisão apenas pela segunda vez em sua história.
A única vez que a equipe ibérica alcançou o último jogo de um Mundial foi em 2010, na África do Sul. Na ocasião, os espanhóis derrotaram a Holanda na prorrogação, por 1 a 0, e ficaram com o título.
Agora, a “Roja” fará mais uma final europeia, caso a Inglaterra avance, ou um duelo castelhano com Lionel Messi e a Argentina, sua antiga colônia e atual campeã da Copa do Mundo. Britânicos e argentinos definem o segundo finalista nesta quarta-feira, às 16h (de Brasília).
As projeções antes da partida indicavam a França com um leve favoritismo, fruto das excelentes apresentações de Kylian Mbappé e companhia durante todo o torneio. “Les Bleus” chegaram à semifinal com 100% de aproveitamento e o segundo melhor ataque do Mundial.
Já a Espanha entrou em campo com muito a provar. Sem o futebol de encher os olhos que ganhou o mundo há 16 anos, a equipe esperou seu jogo mais importante em uma década e meia para surpreender e voltar a dominar.
A Fúria teve mais posse de bola desde o início. Nada inesperado, considerando a velocidade dos franceses, acostumados a jogar com campo aberto para a corrida. No entanto, mesmo postados no campo ofensivo, os espanhóis não deram “pista” para as investidas do rival. Quando pareciam dar espaço, o goleiro Unai Simón atuava como um líbero para cortar os lançamentos na intermediária.
Aos 19 minutos, o lateral-esquerdo Lucas Digne errou o tempo de bola na lateral da grande área e acertou Lamine Yamal. Pênalti que será lembrado por muito tempo pela França como um erro capital. O decisivo Mikel Oyarzabal, até então pouco acionado, cobrou com tranquilidade, no meio, e abriu o placar.
A situação dos comandados de Didier Deschamps, que se despede do comando de sua seleção, ficou ainda mais complicada quando o zagueiro William Saliba deixou o campo lesionado depois do gol sofrido. Aos 37, no melhor estilo espanhol, uma bela troca de passes terminou em cruzamento de Yamal e finalização de Fabián Ruíz travada na pequena área.
Recheada de craques, sobretudo no ataque, a França não conseguia responder à altura. Logo aos cinco do segundo tempo, Yamal recebeu lançamento de Porro e ampliou, mas o gol foi anulado por impedimento.
Deschamps, então, decidiu colocar em campo o craque Désiré Doué. Porém, antes que ele pudesse mudar a partida, Porro tabelou com o inspirado Dani Olmo e, com calma, tirou do goleiro Mike Maignan para ampliar.
Madura, a Espanha conseguiu controlar o adversário, que, cada vez mais frustrado, apelava com chegadas duras. Assim foi até o apito final, com mais uma chance para cada lado e a classificação da “Roja” para a decisão, que será jogada no domingo, às 16h, em Nova Jersey. No sábado, às 18h, a França decide, em Miami, o terceiro lugar com o perdedor do clássico entre Inglaterra e Argentina.

