Por: Adalberto Luque
Um homem de 25 anos foi preso após se passar por advogado e falsificar documentos. A prisão ocorreu no final da tarde desta quarta-feira (4), na cidade de Barretos, distante 130 km de Ribeirão Preto.
A prisão preventiva e os mandados de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos pela Polícia Civil, a partir de investigações da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Barretos, que apuram a atuação de um indivíduo que se apresentava falsamente como advogado para captação de clientes e acompanhamento de procedimentos em instituições públicas.

O investigado vinha sendo monitorado e o caso ganhou novos contornos após uma vítima relatar ter contratado seus serviços para acompanhar um processo de prisão civil por débito alimentar. Segundo o relato, o homem apresentou um documento que afirmava ser referente ao processo, com valores superiores aos efetivamente devidos, o que levantou suspeita de adulteração.
As investigações apontaram que o documento era uma manifestação do Ministério Público semelhante à constante nos autos, porém com divergência nos valores. Com isso, o investigado teria exigido dos familiares do executado o pagamento de um valor superfaturado, sob a alegação de que seria necessário para a expedição de alvará de soltura, com a intenção de se apropriar da diferença.
A vítima informou ainda que o homem dizia possuir inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Alagoas e estar em processo de transferência para a OAB de São Paulo. No decorrer das apurações, outra vítima foi identificada. Ela relatou ter contratado os serviços advocatícios do investigado para o ajuizamento de um processo, que não chegou a ser protocolado.
Com a confirmação de que o investigado não possui inscrição na OAB de nenhum estado, foi solicitada à Justiça a decretação da prisão preventiva, além da expedição de mandados de busca e apreensão.
No final da tarde desta quarta-feira, o homem foi localizado no bairro Vida Nova, em Barretos, onde também foi cumprido um dos mandados. No imóvel, foram encontrados documentos com logotipo do Poder Judiciário em nome de possíveis vítimas, contendo numeração processual divergente do padrão, além de documentos em branco com logotipo de Delegacia de Polícia.
Foram apreendidos ainda uma carteira com emblema da OAB com a inscrição “advogado”, um carimbo em nome de um advogado e uma substância semelhante a droga sintética, cuja confirmação depende de exame pericial. Aparelho celular e notebook também foram recolhidos para aprofundamento das investigações e identificação de possíveis coautores. O investigado permaneceu preso e à disposição da Justiça. Ele vai responder por estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos.

