Tribuna Ribeirão
DestaquePolícia

Fiscalização lacra dois postos de combustíveis em RP

Estabelecimentos foram fechados após fiscalização que identificou irregularidades no funcionamento e nos equipamentos de pagamento

Estabelecimento na avenida da Saudade foi um dos postos lacrados (Foto Google Street View/Reprodução)

| Por: Adalberto Luque |

Dois postos de combustíveis foram lacrados em Ribeirão Preto durante uma fiscalização da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), na manhã desta quinta-feira (20). A ação também fechou um estabelecimento em Franca, após a identificação de irregularidades nos três locais.

Em Ribeirão Preto, foram lacrados o Auto Posto Estrela de Madri, na avenida da Saudade, 567, e o Auto Posto Marechal Costa e Silva, na rua Capitão Salomão, 361, ambos nos Campos Elíseos, na zona Norte da cidade.

Os fiscais lacraram as bombas e recolheram equipamentos utilizados para pagamentos, além de documentos. Entre as irregularidades encontradas está o uso de máquinas de cobrança registradas em nomes diferentes dos postos.

Os estabelecimentos, segundo as informações da fiscalização, não tinham autorização para funcionar. A ação ocorreu depois que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acionou a Secretaria da Fazenda.

Em Franca, a fiscalização ocorreu no Posto Terrana, localizado na avenida Miguel Alves de Melo França. Os três estabelecimentos pertencem ao empresário Pedro Furtado Gouveia Neto, um dos alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025.

Gouveia Neto é sócio da GGX Global, empresa apontada pela Justiça de São Paulo como ligada ao grupo de Mohamad Hussein Mourad, investigado como suspeito de comandar um esquema de lavagem de dinheiro.

Relembre o caso

A Operação Carbono Oculto foi deflagrada em agosto de 2025 para investigar a atuação do crime organizado na cadeia de combustíveis e no mercado financeiro. Mais de 350 pessoas e empresas foram alvo da operação.

Segundo as investigações, empresas, postos de combustíveis, distribuidoras, fintechs e fundos de investimento teriam sido utilizados para movimentar e ocultar recursos de origem criminosa, em cifras bilionárias.

Em maio deste ano, uma segunda fase, denominada Fluxo Oculto, apontou que integrantes do esquema teriam continuado a movimentar dinheiro, adulterar combustíveis e sonegar impostos mesmo após a primeira operação.

A investigação também identificou o uso de máquinas de cartão vinculadas a nomes diferentes dos estabelecimentos. A suspeita é de que o mecanismo pudesse fazer com que parte dos valores pagos pelos clientes não fosse registrada no faturamento declarado pelos postos, reduzindo a tributação sobre essas receitas. A reportagem não localizou os sócios dos estabelecimentos lacrados.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Correios entregam no Brasil compras feitas em sites do Paraguai

Redacao 5

VÍDEO – Empresário de 80 anos é empurrado e cai durante assalto

Luque

Operação realizada em quatro estados tem alvos na região

Luque

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade