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Forças russas deixam a usina de Chernobyl

ALEXANDER ERMOCHENKO/REUTERS

As forças da Rússia decla­raram que estavam deixando a usina nuclear de Chernobyl e a cidade vizinha de Slavutich, de acordo com um comunicado da empresa estatal de energia da Ucrânia divulgado nesta quinta­-feira, 31 de março. A empresa sugeriu que o motivo da partida seria o temor entre os soldados com a radiação do local.

A empresa estatal Energoa­tom disse que seus trabalhado­res que ainda permanecem na usina haviam sinalizado mais cedo que as forças russas esta­vam planejando deixar o terri­tório. “As informações confir­mam que os ocupantes, que tomaram a usina nuclear de Chernobyl e outras instalações na zona de exclusão, partiram em direção à fronteira ucrania­na com a República de Belarus”, afirmou em comunicado.

Segundo a companhia, um pequeno número de soldados russos permaneceu em Cherno­byl, mas não especificou quan­tos. As forças russas também se retiraram da cidade vizinha de Slavutich, onde vivem os traba­lhadores da usina. Em um post online separado, a Energoatom disse que o lado russo concor­dou formalmente em devolver à Ucrânia a responsabilidade de proteger Chernobyl.

A empresa compartilhou um documento digitalizado que esta­belece tal acordo e assinado por indivíduos identificados como um membro sênior da equipe de Chernobyl, o oficial militar russo encarregado de guardar a usina e outros. A imprensa não pôde verificar imediatamente a au­tenticidade do documento. Não houve comentários imediatos das autoridades russas, que ne­garam que suas forças tenham colocado em risco instalações nucleares na Ucrânia.

A Energoatom disse que também confirmou informa­ções de que tropas russas cons­truíram fortificações, incluindo trincheiras na chamada Floresta Vermelha – a parte mais conta­minada radioativamente da zona ao redor de Chernobyl. Como resultado das preocupações com a radiação, “quase um tumulto começou a se formar entre os soldados”, disse o comunicado, sugerindo que esse foi o motivo de sua partida inesperada.

A Ucrânia expressou repeti­damente preocupações de segu­rança sobre Chernobyl e exigiu a retirada das tropas russas, cuja presença impediu a rotatividade de turnos dos trabalhadores da usina por um tempo. No início desta semana, trabalhadores do local disseram à agência Reuters que soldados russos dirigiram, sem proteção contra radiação, pela Floresta Vermelha, levantan­do nuvens de poeira radioativa.

Mariupol
O governo ucraniano en­viou 45 ônibus, nesta quin­ta-feira, para entregar bens humanitários e retirar civis da cidade sitiada de Mariupol, de­pois de Moscou ter concordado com um cessar-fogo, anunciou a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk.

“Fomos informados pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha que a Rússia estava pronta para abrir o acesso dos corredores humanitários de Mariupol”, em direção à cida­de de Zaporizhzhia, disse Iryna em vídeo publicado no Tele­gram. “Há 45 ônibus a caminho de Mariupol”, acrescentou.

O envio de ajuda por parte de Kiev ocorre depois de o Ministé­rio Russo da Defesa ter anuncia­do, na noite de quarta-feira (30), “regime de silêncio”, ou seja, um cessar-fogo local, a partir de on­tem, na cidade portuária sitiada. O ministério russo acrescentou que participam da operação re­presentantes do Alto Comissa­riado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

O ministério exigiu que o Exército ucraniano se compro­meta a garantir a segurança dos ônibus que circularão ao longo da rota acertada para esse cor­redor. “Os nossos militares con­firmaram que estão garantindo o cessar-fogo”, afirmou a vice­-primeira-ministra ucraniana.

Mariupol, porto estratégico no Mar de Azov, com mais de 400 mil habitantes, tem sido um dos principais focos da invasão russa na Ucrânia, que teve iní­cio há cinco semanas, e sofrido bombardeios quase constantes. Cerca de 170 mil moradores ficaram retidos na cidade, sem energia e com bens alimentares cada vez mais escassos.

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