Pantera finalizou mais e dominou posse de bola, mas perdeu em casa para o CRB
Por Hugo Luque
A falta de efetividade na frente do gol tem sido um problema para o Botafogo nesta Série B do Campeonato Brasileiro. Não foi diferente na derrota por 1 a 0 para o CRB, em casa, na última terça-feira (30).
O Pantera finalizou mais que o dobro de vezes em relação ao adversário: 19 chutes contra oito do Galo da Praia. Dessas 19 tentativas, 15 vieram de dentro da área. Mesmo assim, nenhuma bola tricolor furou o bloqueio alagoano.
“Em grande parte do jogo, fomos melhores, enquanto o CRB foi franco-atirador. Mas futebol é aproveitamento e a gente reconhece isso. No aproveitamento o CRB foi melhor e, por isso, ganhou o jogo. A gente não teve o aproveitamento necessário”, afirmou o técnico Claudio Tencati.
Receoso pelo poderio ofensivo do CRB e convencido pela boa atuação e a vitória sobre o Ceará na última rodada, o comandante manteve a formação com três zagueiros e realizou apenas uma alteração no sistema: tirou um dos pontas para promover o retorno de Morelli, que cumpriu suspensão.
“Já sabíamos que a equipe do CRB é a que mais finaliza na competição e tem o ataque mais positivo da competição, mas era a terceira ou quarta defesa mais vazada. É um time que cria muito, que era líder de assistência para gols, e sabíamos que enfrentaríamos uma equipe extremamente perigosa. (…) Já sabíamos desse fator do CRB. Por isso, tivemos a ideia de manter a linha de cinco com três zagueiros, para proteger a profundidade e ter um time mais compacto”, explicou o treinador, que desfez o esquema no intervalo e viu o time melhorar, apesar do revés.
“Acredito que sofremos pouco em grande parte do jogo. Ajustamos a pressão de marcação, mas cedemos, em três ou quatro momentos, campo para o CRB progredir e avançar. Numa dessas, eles invertem a bola e a gente tomou uma entrada e o gol. Depois disso, o Botafogo gerou volume de novo, mas chegou naquele momento do intervalo sem funcionar a proposta de três zagueiros. Desmontei. Também não tinha mais necessidade de ter um volante mais fixo. Precisava de um cara de criação, então optei pela saída do Yuri, até porque o Morelli é o artilheiro da equipe. A ideia era fixá-lo ao lado do Gava e ter o Felipe [Vieira] pelo corredor esquerdo para abastecer e trocar com o Brey. Assim, Kelvin e Nem flutuariam por dentro. Se o jogador fizesse gol, diriam que funcionou a estratégia. Mas sufocamos e criamos volume.”
Depois de perder a chance de abrir frente para a zona de rebaixamento, o Botafogo volta a campo na segunda-feira, às 19h, novamente no Estádio Santa Cruz/Arena Nicnet, contra o Avaí.

