Tribuna Ribeirão
Política

Fux conversa com marqueteiros e sugere Rivotril

Em uma palestra que arran­cou risos e aplausos da plateia, o ministro Luiz Fux, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou nesta sexta-feira, 29, que a Justiça Eleito­ral sozinha não vai conseguir combater as chamadas “fake news” nas eleições. Para evitar a disseminação de notícias fal­sas durante o período eleitoral, ele disse que conversou com marqueteiros de campanhas eleitorais e até sugeriu Rivotril, medicamento contra a ansie­dade, para eleitores.

“Acredito até que a venda de Rivotril vai crescer, as pessoas vão segurar um pouco a ansie­dade, porque elas olham e não checam o que compartilham”, declarou o ministro, afirmando que os cidadãos precisam fazer parte do combate às notícias falsas. O TSE, informou, que vai colocar na televisão uma campanha para orientar sobre como as pessoas podem checar as informações que recebem.

O ministro repetiu que uma eleição, majoritária ou proporcional, pode ser anu­lada se ficar comprovado que foi resultado de uma notícia falsa. Ele ponderou, no entan­to, que a Justiça não consegue efetivar o trabalho só com os meios jurídicos.

“Evidentemente que só o instrumento jurídico, no meu modo de ver, é ineficiente porque, por mais rápida que a Justiça seja, isso tem de ser de­cidido levando em considera­ção que há essa viralização em segundos. Então temos que ter outros instrumentos que não seja criminalização”, disse o magistrado.

Na Justiça, destacou, o “acesso” a ações está garantido para coibir a prática de men­tiras na campanha eleitoral. Fux palestrou para um públi­co composto por empresários de redes de franquias durante simpósio da Associação Bra­sileira de Franchising (ABF), na capital paulista.

Em sua fala, o ministro contou ainda que fechou um “acordo” com marqueteiros eleitorais. “Firmaram o com­promisso de combater fake news, de não acolher propos­tas que os induzam a produ­zir fake news”, disse Fux, ob­servando que atualmente os marqueteiros “não estão sen­do bem vistos” por causa das acusações de corrupção em eleições anteriores.

Ao lado da efetivamente da Lei da Ficha Limpa e do con­trole de gastos nas eleições, o presidente do TSE classificou o combate à disseminação de mentiras como o grande desa­fio da Justiça Eleitoral nas elei­ções deste ano.

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