Tribuna Ribeirão
Política

Governo desiste de extinguir a Renca

Após repercussões negati­vas, o governo federal decidiu revogar o decreto que extinguia a Renca (Reserva Nacional do Cobre e Associados), área de aproximadamente 4 milhões de hectares na divisa do sul e do sudoeste do Amapá com o Pará. A decisão deve ser publi­cada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (26).

Em 23 de agosto, o governo publicou decreto que acabava com a reserva a fim de atrair no­vos investimentos privados no setor de mineração. A área é rica em ouro e outros minérios, como ferro, manganês e tântalo, e con­ta com terras indígenas. Ela foi criada em 1984, durante o regime militar, e mantinha área de alto potencial para exploração.

A extinção, proposta pelo Mi­nistério de Minas e Energia em março, permitiria a concessão para exploração mineral. O argu­mento da pasta era de que a medi­da seria necessária para viabilizar o potencial da região e estimular o desenvolvimento econômico dos dois Estados. O governo também alegava que a regulamentação coibiria os garimpos ilegais exis­tentes no local.

Em 5 de setembro, o governo publicou portaria que suspendia os efeitos da abertura da Renca e determinava que qualquer pro­cesso só seria analisado após am­pla discussão com a sociedade. O governo também se compro­meteu a prestar esclarecimentos sobre os motivos da extinção da Renca e seus resultados.

A medida suspendia a per­missão para novas explora­ções minerais. Na ocasião, o Ministério de Minas e Energia informou que as iniciativas de promoção de desenvolvimento sustentável para a região seriam apresentadas em até 120 dias.

No entanto, a notícia foi mal recebida por parte de ambientalis­tas e outros setores da sociedade, especialmente a classe artística. Para os grupos, o decreto poderia colocar em risco áreas protegidas e trazer consequências indesejá­veis, do ponto de vista deles.

Em nota, o Ministério das Minas e Energia (MME) des­tacou que as razões que leva­ram o órgão a propor a ex­tinção da Renca permanecem as mesmas. “O País necessita crescer e gerar empregos, atrair investimentos para o setor mi­neral, inclusive para explorar o potencial econômico da re­gião”, diz o comunicado.

O debate sobre o tema será retomado “mais à frente”, escla­receu o órgão. “O MME reafirma o seu compromisso e de todo o governo com a preservação do meio ambiente e com as salva­guardas previstas na legislação de proteção e preservação am­biental. O debate em torno do assunto deve ser retomado em outra oportunidade mais à frente e deve ser ampliado para um nú­mero maior de pessoas, da forma mais democrática possível.”

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

TSE avalia que tentativa de Flávio Bolsonaro de anular segundo turno não deve avançar

Redação

Flávio não reconhece vitória de Lula e tentará anulação do pleito

Redacao 5

Imprensa internacional destaca vitória histórica de Lula

Redacao 5

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade