Por: Adalberto Luque
A Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (13), uma grande operação contra um grupo que explorava jogos de azar e teria movimentado R$ 97 milhões. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo, São João da Boa Vista e na Capital durante a ação, denominada “Operação Quebrando a Banca”.
As investigações, realizadas pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Piracicaba, distante 200 km de Ribeirão Preto, apontaram que o grupo operava há vários anos em cidades do interior de São Paulo.
Não há informações de prisões. Os mandados de busca e apreensão miram veículos de luxo adquiridos pela organização criminosa, além de dispositivos eletrônicos e mecanismos de apostas que comprovem a prática ilegal.

Os criminosos tinham uma estrutura organizada e profissional, contando com gerentes de áreas e operadores financeiros. De acordo com informações da DEIC de Piracicaba, o grupo operava através de uma prática conhecida por “smurfing”, onde jogadores experientes criavam novas contas para jogar contra iniciantes e executar a lavagem de dinheiro, utilizando laranjas e empresas de fachada para “pulverizarem” os valores.
Apenas o líder do grupo teria movimentado cerca de R$ 25 milhões num período de seis meses, em 2024. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao líder do grupo, gerentes e empresas de fachada e “laranjas” que teriam participado do esquema.
Em São João da Boa Vista, local de cumprimento de mandados de busca, seis veículos de luxo foram apreendidos durante a operação. Em Ribeirão Preto não foram divulgados alvos ou objetos apreendidos. Nem em Santa Rosa de Viterbo, que fica na região metropolitana de Ribeirão Preto.
Após as provas coletadas na operação, os integrantes do grupo devem ser indiciados por lavagem de dinheiro, ocultação de bens, associação criminosa e exploração de jogos de azar. As investigações prosseguem.

