Tribuna Ribeirão
Polícia

Homem é condenado a mais de 37 anos por matar sogra

Jurados entenderam que houve homicídio qualificado; ele também recebeu pena adicional por furtar celular e cartões bancários da vítima

Geroldo, que está preso desde 13 de setembro de 2024, Foi condenado a 37 anos e 6 meses em regime inicialmente fechado (Foto: Portal SP Online/Repórter Felipe Silva)

Por: Adalberto Luque –

Steffes Estanga Borghi Geroldo foi condenado pelo Tribunal do Júri a 37 anos e seis meses de prisão em regime inicialmente fechado pela morte de sua ex-futura sogra Maria Ângela Sales Avelino, de 72 anos, mãe de sua então namorada. O crime ocorreu em 21 de agosto de 2024, na casa da vítima, na Vila Virgínia, zona Oeste de Ribeirão Preto.

Os jurados entenderam que houve homicídio qualificado, praticado com extrema violência, motivo fútil e sem possibilidade de defesa da vítima. A pena foi majorada por se tratar de crime praticado contra pessoas com mais de 60 anos.

A pena, de 36 anos pelo homicídio qualificado, foi majorada. Geroldo furtou o celular e cartões bancários da vítima e, por este motivo, foi condenado a mais um ano e seis meses, totalizando 37 anos e seis meses de pena.

A defesa do condenado considerou a pena extremamente rigorosa e estuda se irá ou não recorrer, pedindo a anulação do Tribunal do Júri.

Relembre o caso

O corpo de Maria Ângela Sales Avelino, de 72 anos, foi encontrado na garagem de sua casa por uma de suas filhas, com ferimentos na cabeça, ao lado de um saco de cimento, no dia 21 de agosto de 2024. A família da vítima constatou que seu celular e uma bolsa com cartões de crédito haviam sido levados.

A Delegacia de Homicídios localizou imagens de câmeras de segurança que mostravam Geroldo entrando na casa. Depois de algum tempo, as imagens mostraram ele saindo meia hora depois. Segundo o delegado Rodolfo Sebba, da Delegacia de Homicídios, o homem admitiu, em depoimento formal, que desferiu sete ou oito chutes nela, que caiu no chão.

A Polícia Civil concluiu que houve um desentendimento seguido pelo homicídio qualificado. O celular foi recuperado com um receptador, que admitiu ter pago R$ 300 pelo aparelho. A Polícia também constatou compras feitas com os cartões da vítima, que levaram até Geroldo. Ele está preso desde 13 de setembro.

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