O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), indexador usado no reajuste do aluguel, caiu 1,16% em julho, após ter recuado a 0,50% em junho, informou nesta quinta-feira (30) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da queda, o indicador acumula inflação no ano (2,08%) e nos últimos doze meses (2,76%).
Até junho deste ano, a alta em doze meses estava em 3,16%. O IGP-M de julho foi calculado com base em preços coletados no período de 21 de junho a 20 de julho deste ano. Houve, nesta leitura, recuo de 1,74% no Índice de Preços ao produtor Amplo (IPA-M), ante alta de 0,97% em junho.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) também registrou queda ante junho, de 0,47% para -0,01%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção desacelerou o ritmo de alta (0,85% para 0,62%), de acordo com a FGV.
O IGP-M avançou 0,84% em maio. Com esse resultado, acumulou alta de 3,27% no primeiro semestre (ante 3,79% até o mês anterior) e de 3,16% nos últimos doze meses (era de 1,95% até maio). A deflação (inflação negativa) no mês foi a primeira desde fevereiro deste ano.
Em junho de 2025, o índice havia marcado -1,67%. O IGP-M acelerou a 2,73% em abril, após alta de 0,52% em março. Caiu 0,73% em fevereiro, ante aumento de 0,41% em janeiro. Encerrou 2025 com queda acumulada de 1,05%, menor taxa desde 2023, quando recuou 3,18%. Em 2024, o índice acumulou alta de 6,54%.
Apesar de ser conhecido como a inflação do aluguel, o acumulado negativo não é certeza de que os aluguéis serão reajustados para baixo. Isso acontece porque alguns contratos incluem a expressão “reajuste conforme variação positiva do IGP-M”, o que faz, na prática, que só haja correção se o índice for positivo.

