Tribuna Ribeirão
Política

Intervenção termina em dezembro

A intervenção judicial no Hospital Santa Lydia já tem data para terminar – 31 de de­zembro de 2017. A proposta consta de petição assinada pelo promotor da Cidadania, Sebas­tião Sérgio da Silveira, e pelo procurador do município Mar­celo Tarlá Lorenz e já foi enca­minhada à 2ª Vara da Fazenda Pública do Fórum Estadual de Justiça de Ribeirão Preto.

A intervenção vai com­pletar em novembro três anos – foi em novembro de 2014 que a juíza Lucilene Canella de Melo, da 2ª Vara da Fazenda, determinou o afastamento de todos os diretores, do então su­perintendente e dos membros do Conselho Curador da Fun­dação Santa Lydia, atendendo a ação civil pública impetrada pelo promotor Sebastião Sér­gio da Silveira.

Em 2010, quando foi do­ado ao município, o Hospital Santa Lydia tinha uma dívida de R$ 5 milhões. Quatro anos depois, em 2014, o valor já havia subido para R$ 17,8 mi­lhões, o que deu início a uma série de problemas administra­tivos – atrasos no pagamento dos salários dos funcionários e dos fornecedores e suspensão ou redução do atendimento.

O hospital conseguiu redu­zir sua dívida em R$ 7,1 mi­lhões entre novembro de 2014 e abril de 2017 – chegou a bater na casa dos R$ 17,8 milhões e foi reduzida para R$ 10,7 mi­lhões. Auditoria financeira divulgado em abril deste ano revelou que a interventora Dar­lene Mestriner elevou de R$ 5,8 milhões para R$ 9,1 milhões o chamado ativo circulante – que inclui dinheiro em caixa, apli­cações financeiras, contas a re­ceber, estoques, matérias-pri­mas e títulos. O hospital tem 72 leitos para internação clínica e cirúrgica e 20 em UTI.

Darlene Mestriner é servi­dora de carreira da Secretaria Municipal de Saúde e foi nome­ada interventora pela Justiça. A petição foi encaminhada à 2ª Vara da Fazenda no dia 29 de agosto e deve ser acatada, pois é assinada pelos representantes do Ministério Público Estadual (MPE) e da Prefeitura.

O documento pede ainda autorização para a imediata recomposição do Conselho Curador, com a ressalva que os poderes administrativos continuarão com a interven­tora Darlene Mestriner até 31 de dezembro – até lá os novos conselheiros atuarão como au­xiliares consultivos.

Por fim, o acordo entre MPE e administração muni­cipal recomenda que Conse­lho Curador seja restabeleci­do com apenas quatro, e não cinco membros, por causa da destituição, mês passado, do Conselho Municipal de Saúde (CMS), a quem cabe a indica­ção de um dos membros.

Como a Justiça deu prazo de 60 dias para a Secretaria Municipal de Saúde realizar nova eleição para o CMS (o pleito de janeiro do ano pas­sado foi anulado por irregula­ridades diversas), assim que o novo conselho for empossado ele fará a indicação do quinto componente do novo Conse­lho Curador da Fundação San­ta Lydia.

Darlene Mestriner, que é farmacêutica da rede muni­cipal há 29 anos, informou a uma Comissão Especial de Estudos (CEE) da Câmara sobre os planos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de ampliar o número de leitos de retaguarda, aqueles destina­dos a pacientes estabilizados que não necessitam de supor­te médico avançado.

Segundo ela, hoje são doze leitos do tipo e a meta a curto prazo é ampliar a quantidade para 33, chegando depois a 46 leitos credenciados junto à Rede de Urgências e Emergên­cias (RUE), que garante uma verba extra via Sistema Único de Saúde (SUS).

VEJA TAMBÉM

Permuta de área passará por audiência

Redação

Juliana Ogawa no Estado

Eduardo Ferrari

Argumentos dos EUA para impor tarifas “não são legítimos”, diz Vieira

Redacao 5

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com