Nesta quinta-feira, 12 de março, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que disse, em sua primeira declaração pública, estar disposto a prosseguir com a guerra. “Eu asseguro a todos que não nos abstermos de vingar o sangue de seus mártires”, disse o aiatolá.
“A retaliação que temos em mente não se limita apenas ao martírio do grande líder da Revolução; pelo contrário, cada membro da nação que seja martirizado pelo inimigo constitui um caso separado no arquivo da vingança”, afirmou Khamenei em comunicado lido por um apresentador da emissora estatal.
“Um ponto que devo enfatizar é que, em qualquer caso, obteremos compensação do inimigo. Se ele se recusar, tomaremos de seus bens na medida que considerarmos apropriada, e, se isso não for possível, destruiremos seus bens na mesma proporção”, acrescentou.
A guerra no Oriente Médio entrou em seu 13º dia nesta quinta-feira, com novos ataques e sinais de expansão do conflito Israel afirmou ter iniciado uma nova ofensiva “em larga escala” contra alvos ligados ao regime iraniano, enquanto um drone lançado por Teerã atingiu uma torre de luxo em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, impôs três condições para encerrar o conflito contra os Estados Unidos e Israel. As exigências são o reconhecimento dos “direitos legítimos” do país; pagamento de reparações; e o oferecimento de “firmes garantias internacionais” contra possíveis futuras agressões. A afirmação de Pezeshkian, no entanto, contraria as declarações feitas pelo aiatolá
O comandante das forças navais da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), Ali Reza Tangsiri, que Teerã está preparada para intensificar ações militares contra adversários, após o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, defender a manutenção do bloqueio do Estreito de Ormuz como instrumento de pressão no conflito com Estados Unidos e Israel.
Em publicação no X, Tangsiri declarou que as forças sob seu comando seguirão a orientação do líder iraniano. “Em resposta ao Comandante-Chefe, mantendo a estratégia de fechamento do Estreito de Ormuz, desferiremos os golpes mais severos contra o inimigo agressor”, escreveu o integrante do grupo paramilitar do país persa.
A declaração ocorre poucas horas depois de Khamenei afirmar, em seu primeiro pronunciamento público, que o bloqueio da estratégica rota marítima deve continuar como parte da resposta de Teerã à guerra em curso. Segundo ele, o país também poderá ampliar o confronto caso o conflito se prolongue.
O líder iraniano ainda advertiu que bases militares dos Estados Unidos na região poderão ser alvo de novos ataques e recomendou que países que abrigam essas instalações considerem fechá-las. Ele afirmou que o Irã continuará mirando posições militares de adversários e prometeu retaliar as mortes provocadas por ataques recentes.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e gás. O bloqueio da passagem eleva o risco de interrupção significativa no fluxo global de petróleo.
Israel intensificou a atuação militar no Oriente Médio nesta quinta-feira, atacando uma instalação iraniana ligada ao programa nuclear de Teerã e eliminando um comandante do grupo extremista libanês Hezbollah no Líbano. O Exército israelense afirmou que a instalação atacada no Irã fazia parte do programa nuclear do país.
“A Força Aérea Israelense, agindo com base em informações precisas das Forças de Defesa, atingiu mais um local do programa nuclear iraniano”, disse o comando militar. O complexo Taleghan abrigava atividades militares secretas, segundo o Exército.
As forças armadas israelenses afirmaram também que eliminaram, durante ataque na última terça-feira (10) o comandante de operações da unidade de mísseis do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica dentro do Hezbollah em Beirute, Abu Dharr Mohammadi, figura central na coordenação militar entre o Hezbollah e o regime iraniano.
O diretor-geral da Companhia Geral de Portos do Iraque (GCPI), Farhan Al-Fartousi, anunciou a suspensão completa das operações nos terminais de petróleo, enquanto os portos comerciais seguem funcionando normalmente. As informações foram divulgadas pela Agência de Notícias Iraquiana (INA).
A medida foi tomada após um ataque a um navio-tanque a cerca de 48 quilômetros da costa, que transportava derivados de petróleo e estava em processo de transferência de carga entre embarcações.De acordo com Al-Fartousi, uma das embarcações envolvidas no caso, bandeirada em Malta, foi atingida por uma explosão. Equipes de resgate salvaram 38 tripulantes, mas houve um óbito confirmado.

