Tribuna Ribeirão
Geral

‘Lua de morango’ 
no céu da cidade

Sergio Fukusima
Em Ribeirão Preto, o fotógrafo Sergio Fukusima captou imagens do satélite um dia após o apogeu, o ponto em que a Llua está mais distante da Terra 


Quem olhou para o céu na noite da última segunda-feira, 29 de junho, pode observar o fenômeno conhecido como “Lua Cheia de Morango”. O corpo celeste iluminou Ribeirão Preto com seu brilho âmbar. O fotógrafo Sergio Fukusima captou imagens do satélite um dia após o apogeu, o ponto em que o astro está mais distante da Terra.

Quando uma lua cheia ocorre próxima ao apogeu, é frequentemente chamada de “microlua” – e a de segunda-feira foi a segunda menor de 2026. Para quem vive no Hemisfério Norte, à medida que a lua de morango nasce e se põe, ela traça a trajetória mais baixa de qualquer lua cheia neste ano.

Para quem está no Hemisfério Sul, percorre seu arco mais alto, de acordo com o EarthSky. Embora a lua pareça ligeiramente menor, a diferença é quase imperceptível a olho nu. O nome do fenômeno lunar é derivado das tribos nativas americanas Algonquin, que batizaram o evento pela coincidência da lua cheia com a temporada de colheita de frutas silvestres.

Os Western Abenaki a conhecem como a lua da enxada e os Anishinaabe como a lua do florescimento, de acordo com The Old Farmer”s Almanac. A cor é determinada pela mineralogia, pela forma como a luz solar se reflete.

Porém, o problema é que a luz refletida pelo satélite natural  lua precisa atravessar a atmosfera da Terra para chegar aos nossos olhos, e a cor dessa luz pode mudar levemente dependendo do que há na atmosfera.

Em áreas que sofrem com grande poluição do ar, a lua de morango pode parecer ter um tom mais quente, com uma cor mais intensa. A deste ano chegou com uma empolgação ainda maior em relação à exploração lunar, poucos meses após a missão Artemis II ter enviado com sucesso um quarteto de astronautas ao redor do lado distante da Lua.

Com a expectativa crescendo em torno da próxima missão Artemis, que pode ser lançada já no final do próximo ano, e com a perspectiva de um pouso na Lua logo depois, alguns especialistas recomendam aproveitar as oportunidades de observação do céu como uma forma de explorar a conexão cada vez mais profunda da Terra com nosso satélite e além.

Próximas luas cheias – Há mais seis luas cheias para observar em 2026, incluindo superluas em novembro e dezembro, quando a lua está mais próxima da Terra em sua órbita e parece maior. Em 29 de julho será a vez da Lua do Cervo. Em 28 de agosto chega a Lua do Esturjão. Em 26 de setembro será a vez da  Lua da Colheita, seguida pela Lua do Caçador (26 de outubro), Lua do Castor (24 de novembro) e Lua Fria (23 de dezembro)

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