| Por: Adalberto Luque |
O casal julgado em audiência de instrução, na tarde desta segunda-feira (18), foi condenado por estupro de vulnerável. Leilane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, e seu companheiro, Andrey Gabriel Zancarli, de 23 anos foram julgados pela juíza Daniele Regina de Souza Duarte, em audiência de instrução, na 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Ribeirão Preto.
O casal foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por estupro de vulnerável, produção de pornografia infantil, divulgação de pornografia infantil, posse de pornografia infantil, aliciamento de criança e fornecimento de bebida alcoólica à criança, que era dopada para não se lembrar dos atos libidinosos que o casal gravava.
O promotor Fabrício de Freitas apresentou a denúncia após a conclusão do inquérito que tramitou na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto. As investigações apontaram que o casal teria cometido os crimes.
Leilane recebeu pena de 63 anos de reclusão, enquanto Zancarli foi condenado a 41 anos. Os dois permanecem presos. As penas, todavia, podem aumentar para 65 e 45 anos, respectivamente. A reportagem não conseguiu falar com os advogados dos condenados. O caso corre em segredo de Justiça e a assessoria do TJSP apenas informou sobre a condenação, sem outros detalhes como pena ou recurso.
Relembre o caso
Leilane e Andrey foram presos após um amante dela ter visto vídeos com abuso sexual praticados contra a filha, com seu consentimento. O homem denunciou o caso à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto e o casal foi preso em 10 de dezembro do ano passado.
Zancarli estava na casa onde morava com Leilane, a enteada e um bebê, filho do casal. As crianças foram acolhidas por uma conselheira tutelar e o bebê encaminhado para uma tia paterna, que vive na zona Oeste da cidade. Já a criança de 3 anos foi levada para um abrigo. O padrasto negou o estupro, mas admitiu que fizeram “coisas erradas”.
Leilane foi presa pouco depois, na loja onde trabalhava, na zona Sul da cidade. Em depoimento, ela teria dito que tinha fetiche, por isso teria feito os vídeos.
Com a apreensão dos celulares do casal, a DDM chegou até os vídeos dos abusos sexuais cometidos contra a criança. A delegada responsável pelas investigações, Michela Ragazzi, confirmou que os vídeos foram encontrados. Ela também disse, em entrevista, que os vídeos são chocantes.
O inquérito concluiu pelo crime e eles pediram ao MP que fizesse a denúncia. O MP apresentou, portanto, a denúncia contra o casal, citando os crimes de estupro de vulnerável, produção de pornografia infantil, divulgação de pornografia infantil, posse de pornografia infantil, aliciamento de criança e fornecimento de bebida alcoólica à criança, que era dopada para não se lembrar dos atos libidinosos que o casal gravava.
O MP entendeu que o casal tinha consciência e vontade de praticar os crimes, chegando a oferecer produtos que poderiam causar dependência física ou psíquica à menina, justamente por quem devia protegê-la.
Desde 31 de dezembro, a criança vítima dos abusos sexuais praticados pela própria mãe e pelo padrasto, foi morar com o pai biológico, que vive na região de Paranapanema (SP), distante 315 km de Ribeirão Preto.
Segundo Beatriz Moreno, advogada do pai, o reencontro com a criança emocionou. Ela está bem e estaria participando de terapias para que não sofra sequelas em relação à situação pela qual foi exposta.

