A taxa média de juros do empréstimo pessoal cobrada pelos principais bancos chegou a 8,44% ao mês em abril, acréscimo de 0,14 ponto percentual em comparação com o março (8,30% mensais). Está em 164,26% ao ano em menos de quatro meses.
Os dados são da recente pesquisa mensal realizada pela Fundação Procon de São Paulo, com coleta de preços no último dia 2, junto às seis principais instituições do setor, conforme trajetória histórica: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander.
Entre as instituições pesquisadas, o Banco do Brasil foi o que apresentou o maior reajuste no mês, passando de 6,72% para 7,39% ao mês (alta de 0,67 p.p.). O Bradesco também aumentou sua taxa, de 8,32% ao mês para 8,49% ao mês, elevação de 0,17 p.p. Os demais bancos mantiveram suas taxas em relação ao mês anterior.
No caso do cheque especial, a taxa média permaneceu em 8,00% ao mês, sem alterações em relação ao mês anterior. Todos os bancos pesquisados praticaram a mesma taxa. No equivalente anual, o índice corresponde a 151,82% ao ano.
O Procon-SP reforça que o Banco Central, por meio da Resolução nº 4.765/2019, limitou os juros do cheque especial para pessoa física em 8% ao mês, medida vigente desde 2020. Orienta que o consumidor deve manter cautela e utilizar essas linhas de crédito apenas em situações emergenciais ou para substituir dívidas com juros mais altos.

