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Mercado de smartphones cresce 2,3% no Brasil; Samsung domina o país

A Counterpoint, que trabalha com análises do mercado de tecnologia, viu com bons olhos os números do primeiro trimestre de 2018 para o mercado de smartphones no Brasil. Mesmo com um aumento modesto, de apenas 2,3%, a perspectiva é positiva, principalmente nos setores de baixo e médio porte, onde estão boa parte das vendas nacionais de modelos.

No segmento dos aparelhos que custam menos do que R$ 800, o aumento foi de 7% nas vendas entre janeiro e março deste ano. Mais de metade dos dispositivos vendidos entre janeiro e março de 2018 são de médio porte, com 49% desse total estando na faixa entre R$ 400 e R$ 800. O segundo maior segmento é o de baixo padrão, com 31% das vendas sendo de aparelhos com valores abaixo dos R$ 399.

Vale a pena lembrar que o primeiro trimestre costuma ser um período mais lento nesse mercado, ou seja, se já houve um bom crescimento nesse intervalo, a perspectiva é de números ainda mais positivos nos próximos. A Counterpoint cita a estabilidade econômica do país, por mais que as eleições de outubro possam mexer com os ânimos nesse sentido, tornando investimentos menores e feitos com mais cautela.

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Apesar disso, a expectativa não é de positividade astronômica devido à alta barreira de entrada. A Counterpoint voltou a citar o mercado brasileiro como amplamente consolidado, com cinco marcas dominando completamente o segmento e pouco espaço para nomes novos. Apesar disso, na visão da empresa, a promessa de retorno da Huawei no segundo semestre pode balançar um pouco as coisas, principalmente devido à parceria com a Positivo, que, de acordo com os dados, é a quinta maior vendedora de aparelhos no Brasil.

Os números mostraram uma solidez cada vez maior da Samsung no topo do ranking, com um aumento de 1,5% no market share que a aproxima da marca de 50% de dominância do mercado nacional de smartphones. A chegada rápida de novos modelos por aqui é citada como um ponto a favor, mas, de acordo com os analistas, isso também gera uma aceleração na venda de modelos mais antigos, com a queda nos preços que acompanha a chegada dos sucessores.

Na sequência está a Motorola, com 3% de market share a mais em relação ao ano passado e com 20% de crescimento no comparativo anual. Hoje, a empresa tem 19,8% de participação no setor nacional de celulares, também com a ampla aceitação e sucesso de seus modelos de médio e baixo padrão, que custam menos de R$ 1 mil. Na medida em que novos produtos chegam às lojas, caem os valores dos antigos e as vendas se aceleram na mesma medida.

Em terceiro lugar está a LG, que teve queda de 10%, seguida da Apple, que se manteve relativamente estável na quarta colocação, com redução de apenas 0,1% em sua participação no mercado. Por fim, como dito, a Positivo aparece na quinta colocação, com alta de 0,5% e perspectiva de crescimento acelerado a partir do segundo semestre graças à disponibilização de equipamentos da Huawei. Desde já, entretanto, seus números são incrivelmente sadios, com o maior aumento anual entre todas as cinco maiores, 33%.

A perspectiva para o futuro próximo é positiva, apesar das cautelas já citadas pela consultoria. Com a chegada de novos modelos, o movimento no mercado deve continuar a ser acelerado no setor de médio e pequeno porte, com domínio cada vez mais amplo da Samsung. O aumento, porém, deve continuar a ser pequeno, porém constante.

Fonte: Counterpoint Research

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