Para salvar uma paciente com anemia falciforme que já não encontrava sangue compatível, o Hemocentro de Santa Catarina (Hemosc) recorreu ao Banco de Doadores de Sangue Raro que localizou uma doadora em Araçatuba e outro doador em Ribeirão Preto com tipo sanguíneo ideal. A doação aconteceu na quinta-feira, 22 de outubro.
A bolsa vinda de Araçatuba ficou armazenada até se juntar à de Ribeirão Preto. Daqui, ambas seguiram de carro para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, de onde partiram às 18 horas com destino a Florianópolis (SC). Esse tipo de sangue é muito raro, com incidência de apenas um a cada 100 mil pessoas.
“Para a maioria dos pacientes, a gente faz a tipagem ABO e Rh e é suficiente para achar um sangue compatível para os pacientes. Mas para alguns outros pacientes, precisamos fazer compatibilidade maior do que ABO/Rh, e testamos para outros grupos sanguíneos”, explica a gerente do laboratório de imuno-hematologia do Hemocentro de Ribeirão Preto, Ana Paula Zanelli.
“E consideramos raro todo aquele que a gente encontra numa frequência menor do que 1 para 1.000 na população. E no caso dessas duas unidades de sangue raro que mandamos hoje para Santa Catarina, a incidência é 1 a cada 100.000 pessoas testadas pra gente encontrar uma bolsa dessa. Neste caso, é bem mais raro”, diz.

