Principal jogador do Pantera em 2026, meia utiliza número que já pertenceu a Sócrates
Por Hugo Luque
Versátil, dinâmico e artilheiro, Morelli tem conquistado a torcida do Botafogo, sobretudo nesta Série B do Campeonato Brasileiro. Com cinco gols, é o artilheiro da competição ao lado de Ronaldo Tavares, do Athletic-MG. O grande desempenho, contudo, traz o foco de outros clubes ao atleta, que chegou a receber sondagens do futebol internacional.
Uma equipe japonesa demonstrou interesse na contratação do meio-campista no fim de março. Emprestado pelo Maringá ao Pantera, ele teria de retornar à equipe paranaense para ser vendido. A diretoria tricolor, no entanto, garantiu a permanência do jogador de 28 anos, que minimizou a possibilidade de defender de outros times e enfatizou seu foco no Tricolor, com quem garantiu vínculo definitivo até dezembro de 2028.
“A gente se blinda muito do externo, e essa parte a gente sempre deixa para o empresário conduzir da melhor maneira, para que possa continuar focado 100% no trabalho e no clube. Eu defendo as cores do Botafogo. Podem aparecer outros times, mas vou estar totalmente focado no Botafogo. Essa parte eu deixo aos empresários e ao clube. Quando chega em mim, a gente senta, conversa e vê a melhor situação, mas não chegou. Eu até falo para eles resolverem, porque não adianta nada especular. Me deixe focado no trabalho que, com certeza, vou continuar dando meu melhor. Foi assim que aconteceu essa negociação”, afirmou.
A permanência trouxe um alívio aos botafoguenses e permitiu o excelente início de nacional do camisa 8. Autor do gol no empate em 1 a 1 com o Náutico, no último fim de semana, Morelli tem feito uma temporada, dentro do possível, digna do número que carrega nas costas, o mais “pesado” da história do clube, eternizado por Sócrates.
Ainda assim, ele sabe que há uma pressão pela estampa nas costas e entende que tentar chegar ao patamar do Doutor é uma missão quase impossível.
“É uma camisa muito pesada. Não foi qualquer um que a vestiu. No momento em que a gente conhece a história, a gente tenta chegar um mínimo possível [próximo], porque ele era muito diferente e é muito difícil chegar ao mesmo nível. A gente tenta dar nosso melhor e dá o sangue pela camisa. Sou muito grato a Deus por essa oportunidade de vestir a 8, ainda mais sabendo da história dela.”
Morelli e o Botafogo voltam a campo neste domingo (10), às 19h30, para visitar o Novorizontino, em duelo válido pela oitava rodada da Série B.

