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Morre Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro, aos 68 anos

Ex-atleta sofreu mal-estar e chegou a ser internado; causa da morte não foi revelada

Foto: Reprodução/Instagram

Por Hugo Luque

O basquetebol brasileiro perdeu um de seus maiores ícones nesta sexta-feira (17). Oscar Schmidt morreu aos 68 anos de idade, em Santana de Parnaíba (SP), após sofrer um mal-estar em sua residência e ficar internado.

O ex-atleta foi prontamente socorrido e levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, também em Santana de Parnaíba, mas não resistiu. A causa da morte não foi revelada.

De acordo com o Estadão, o filho do ex-jogador, Filipe Schmidt, revelou que seu pai havia passado por uma cirurgia recentemente. O procedimento impediu o “Mão Santa” de estar no evento em que foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), durante cerimônia do Hall da Fama, no Rio de Janeiro (RJ), no início deste mês.

Oscar descobriu um câncer no cérebro em 2011 e passou por cirurgias para retirada de dois tumores na região, além de várias sessões de quimioterapia. Em 2022, ele anunciou a interrupção do tratamento depois de afirmar estar curado da doença. “Eu venci essa batalha”, disse ele na ocasião.

Legado eterno

Considerado por muitos o maior jogador da história do basquete brasileiro, Oscar Schmidt construiu uma carreira marcada por recordes que ainda impressionam o mundo. Com um total de 49.937 pontos convertidos ao longo de sua trajetória profissional, ele deteve o título de maior pontuador da história da modalidade até ser ultrapassado por LeBron James, em 2024. Também é o cestinha histórico dos Jogos Olímpicos (1.093 pontos) e da seleção nacional (7.693 pontos).

Sua importância internacional foi consolidada por feitos extraordinários, como o recorde de pontos em Jogos Olímpicos, somando 1.093 pontos na competição, e sua merecida inclusão no prestigiado Naismith Memorial Basketball Hall of Fame. Pela seleção brasileira, o ala foi o grande protagonista da histórica vitória sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987, além de conquistar três títulos sul-americanos e uma medalha de bronze no Mundial de 1978.

Até no país da modalidade, os Estados Unidos, Oscar Schmidt se tornou lenda. Mesmo sem fazer uma única temporada pela NBA, embora tenha sido “draftado” – abriu mão de jogar no maior palco do basquete para defender o brasil –, ele teve seu talento reconhecido no exterior.

Irmão do apresentador Tadeu Schimidt, Oscar deixa a esposa, Maria Cristina, e seus dois filhos, Filipe e Stephanie, além de uma legião de admiradores que presenciaram uma geração histórica do basquete brasileiro.

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