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Multa do PAC será de R$ 5,1 milhões

ALFREDO RISK/ARQUIVO

A prefeitura de Ribeirão Preto vai aplicar multa de R$ 5.186.600 nas empresas Con­tersolo Construtora e Coesa Engenharia, responsáveis por quatro obras paralisadas das 30 obras que integram do Pro­grama Ribeirão Mobilidade – a versão tucana do Programa Aceleração do Crescimento II – PAC da Mobilidade.

Nesta semana, a administra­ção municipal anunciou que vai abrir novas licitações para con­cluir as quatro obras paralisadas do Programa Ribeirão Mobili­dade. Estão na lista dois viadutos na avenida Brasil (Zona Norte), o túnel da praça Salvador Spa­doni (Zona Sul), e dos corredo­res de ônibus das avenidas Dom Pedro I e Saudade/Rua São Pau­lo (Zona Norte).

Os dois viadutos da avenida Brasil estão sendo construídos nos cruzamentos com as aveni­das Mogiana e Thomaz Alberto Whately, na região do Jardim Aeroporto, Zona Norte. O túnel vai passar sob a avenida Nove de Julho, no Jardim Sumaré, Zona Sul, para ligar as avenidas Inde­pendência e Presidente Vargas. As avenidas Dom Pedro I e Sau­dade/Rua São Paulo ficam nos bairros Ipiranga e Campos Elí­seos, na Zona Norte.

A multa corresponde ao percentual de 10% do saldo re­manescente das obras. Previs­ta em cláusula contratual, foi anunciada pela prefeitura em 22 de julho, quando a adminis­tração municipal decidiu res­cindir os contratos com as duas empresas. O valor total das obras é de R$ 92.778.335.24 e o saldo remanescente, segundo a Secretaria Municipal de Obras Públicas, é de R$ 51.866.000. Por isso o valor da multa será de R$ 5.186.600.

A Secretaria Municipal de Obras Públicas não especificou o valor da multa a ser aplicada separadamente em cada inter­venção. De acordo com a pre­feitura, as empresas só serão autuadas no fim do processo de rescisão, que demandará algum tempo por causa dos trâmites legais que deverão ser obedecidos. As sanções con­tratuais serão aplicadas por meio de processo administra­tivo específico.

A prefeitura está em dia com os pagamentos e tudo o que as construtoras realizaram já foi pago. Além das multas, as empresas também ficarão proibidas de participar de li­citações da prefeitura de Ri­beirão Preto. A Contersolo era responsável pela constru­ção de dois viadutos na ave­nida Brasil e do túnel da pra­ça Salvador Spadoni. A Coesa Engenharia era responsável por dois corredores de ôni­bus na Zona Norte.

O contrato do viaduto da avenida Thomaz Alberto Wha­tely é de R$ 13.284.955,62. A Contersolo Construtora con­cluiu 44% da intervenção, que começou em abril de 2020 e deveria ser entregue em junho deste ano. Já o viaduto da ave­nida Mogiana estava orçado em R$ 19.870.000,00. A empresa concluiu 62% das obras, que co­meçaram em novembro de 2019 e deveriam ficar prontas em ja­neiro deste ano.

O contrato do túnel da ave­nida Presidente Vargas é de R$ 19.882.700,02. A Contersolo Construtora concluiu 14% das obras. A intervenção teve início em agosto do ano passado e de­veria ficar pronta em dezembro de 2021. Já os dois corredores de ônibus na Zona Norte, nas ave­nidas Dom Pedro I, no Ipiranga, e Saudade, nos Campos Elíseos, são de responsabilidade da Coe­sa Engenharia.

O valor da intervenção é de R$ 39.740.679,60. A construtora con­cluiu 50% das obras, que começa­ram em janeiro do ano passado e deveriam ter sido entregues em janeiro de 2021. Tanto a Contersolo como a Coesa sus­penderam os trabalhos alegan­do aumento do preço dos insu­mos – materiais de construção.

Agora, não há mais prazo para a conclusão das interven­ções. Uma licitação demora no mínimo 90 dias para ser finalizada, caso não haja in­terposição de recursos por nenhum dos participantes. Significa que as obras dos viadutos, do túnel e dos cor­redores de ônibus podem ser retomadas apenas em 2022. O Ministério Público de São Pau­lo (MPSP) instaurou inquérito civil para apurar a paralisação das obras. O investimento to­tal no Ribeirão Mobilidade se aproxima de R$ 500 milhões.

São R$ 310 milhões prove­nientes de recursos do Progra­ma de Aceleração do Cresci­mento II – PAC da Mobilidade Urbana e do Saneamento, do governo federal e, o restante do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) e ou­tras agências de crédito.

Ao todo, serão implantados onze corredores de ônibus em Ribeirão Preto, num total de 56 quilômetros percorrendo as principais avenidas do muni­cípio, além de pontes, túneis e viadutos que irão proporcionar maior conforto a 4.154.118 usu­ários do transporte público.

Raio-X das obras suspensas em RP
– Túnel da avenida Presidente Vargas
Valor estimado: R$ 25.706.975,99
Valor contratado: R$ 19.882.700,02
Economia: 22,65%
Vencedora da licitação: Contersolo Construtora
Início: agosto de 2020
Já realizado: 14%
Término: sem previsão
(contrato rescindido)
Previsão inicial: dezembro de 2021

– Viadutos da avenida Brasil
– Avenida Thomaz Alberto Whately.
Valor estimado: R$ 17.303.723,67
Valor contratado: R$ 13.284.955,62
Economia: 23%
Vencedora da licitação: Contersolo Construtora
Início: abril de 2020
Já realizado: 44%
Término: sem previsão
(contrato rescindido)
Previsão inicial: junho de 2021

– Avenida Mogiana
Valor estimado: R$ 24.848.629,88
Valor contratado: R$ 19.870.000,00
Economia: 20%
Vencedora da licitação: Contersolo Construtora
Início: novembro de 2019
Já realizado: 62%
Término: sem previsão
(contrato rescindido)
Previsão inicial: janeiro de 2021

– Corredores de ônibus 1
– Avenidas Dom Pedro I e Saudade/ Rua São Paulo
Valor estimado: R$ 45.836.650,35
Valor contratado: R$ 39.740.679,60
Economia: 13,29%
Vencedora da licitação: Coesa Engenharia
Início: janeiro de 2020
Já realizado: 50%
Término: sem previsão
(contrato rescindido)
Previsão inicial: janeiro de 2021

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