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NOVA MESA DA CÂMARA – Profissionalização no Legislativo de RP

A profissionalização da Câma­ra de Ribeirão Preto para resgatar a credibilidade arranhada nos últimos anos, administrando o Legislativo como se ele fosse uma empresa, sempre em busca da otimização dos recursos, de uma maior eficiência e da transparência total no trato com o dinheiro pú­blico. Essa é a missão a que se pro­põe os integrantes da nova Mesa Diretora da casa de Leis.

Eles comandarão o Legis­lativo em 2018. Na tarde desta quarta-feira, 20 de dezembro, Igor Oliveira (PMDB, presiden­te eleito), Orlando Pessoti (PDT, primeiro vice-presidente), Lin­coln Fernandes (PDT, primeiro­-secretário) e Fabiano Guima­rães (DEM, segundo secretário) estiveram na redação do Tribuna – Alessandro Maraca (PMDB, segundo vice-presidente), não pôde comparecer.

Os quatro explicaram as metas de trabalho acertadas pelo grupo dos 15, “colegiado” de vereadores que garantiram a eleição do quin­teto. Eles derrotaram Marco Antô­nio Di Bonifácio, o “Boni” (Rede), por 15 votos a 12. Apesar de não existir um levantamento confiável que possa servir de parâmetro, afinal a Câmara surgiu em 1874, a futura Mesa Diretora é provavel­mente a mais jovem da história de 143 anos do Legislativo.

A média de idade é de pouco mais de 36 anos e – outro prová­vel ineditismo – todos os cinco componentes são vereadores em primeiro mandato (Maraca assumiu na legislatura anterior, mas como suplente). O futuro presidente Igor Oliveira, 33 anos, segundo mais jovem da Mesa (o caçula é Orlando Pessoti, com os mesmos 33 anos), destaca que encarar desafios faz parte da tra­jetória de vida de todos.

“Estamos cientes dos obstácu­los que teremos pela frente, mas temos um grupo bastante unido e uma mesa disposta a fazer o que for melhor para o legislativo”, comenta. “Vamos tentar errar o menos possível, tendo como gran­de arma o diálogo acima de tudo. Assumi o compromisso de não tomar decisões relevantes sozinho, vamos sempre tomar decisões em grupo”, promete.

Tendo na Mesa o colega Fa­biano Guimarães, presidente da Comissão Permanente de Trans­parência (CPP), Igor Oliveira avi­sa que está comprometido com o cumprimento de 28 metas anun­ciadas no primeiro semestre deste ano, visando uma Câmara total­mente transparente.

Lincoln Fernandes destaca a importância estratégica da pre­sença de Fabiano Guimarães na Mesa Diretora, lembrando que se trata de um vereador com for­mação acadêmica em economia, com experiência na iniciativa privada e com expertise na oti­mização de processos.

“Nosso grande objetivo é pro­fissionalizar a Câmara Municipal para que ela funcione como uma grande empresa da iniciativa pri­vada, tendo por meta sempre o máximo de eficiência ao menor custo possível”, destaca Fernandes.

Servidores – Igor Oliveira já anuncia para depois de 8 de janeiro, na primeira semana de trabalho, uma reunião com to­dos os 98 servidores efetivos do Legislativo. “Vamos abrir a pos­sibilidade para que todos apre­sentem sugestões para melhorar o desempenho interno da Câ­mara. Queremos saber quem faz o que, qual o lugar de cada um e toda decisão que for tomada terá base técnica, e não política”, avisa.

Ele promete adotar ações in­ternas de reestruturação para au­mentar a eficiência do Legislativo, onde hoje dezenas de servidores efetivos encontram-se em desvio de função – foram aprovados em concursos para determinadas fun­ções mas exercem outras comple­tamente diferentes.

“Vamos inaugurar na Câmara Municipal a fase da meritocracia, assumirão maiores responsabili­dades aqueles que estiverem me­lhor preparados e qualificados. Ninguém mais será chefe por apa­drinhamento”, disse Lincoln Fer­nandes. “É uma nova norma de conduta no Legislativo, inclusive o presidente assumiu o compromis­so de compartilhar com a mesa as decisões mais importantes”, co­menta Fabiano Guimarães.

“Não tem cabimento na vés­pera ou o dia de uma votação importante para a prefeitura, por exemplo, o presidente da Câma­ra ir se encontrar sozinho com o secretário da Casa Civil. Isso é es­tranho, isso não cai bem”, recor­da Lincoln Fernandes. A futura Mesa Diretora também anuncia um pacto entre os membros do grupo dos 15, em que ninguém tem a obrigação de votar de acor­do com o que pede o colega. “Te­mos liberdade total de voto, cada um é responsável por seu man­dato”, destaca Orlando Pesoti.

Comissões – O grupo dos 15 não se satisfez em ganhar os cinco lugares na mesa diretora e já anun­cia que votará unido também na eleição para as comissões perma­nentes, que acontece no início de fevereiro, assim que o ano legisla­tivo for aberto. “É natural que vote­mos juntos também na eleição das comissões, assim como é natural que queiramos integrantes do gru­po na presidência das principais comissões”, avisa Igor Oliveira. E ele dá a dica sobre a mais impor­tante das comissões, a de Consti­tuição e Justiça (CCJ), ao elogiar o trabalho desenvolvido ao longo de 2017 pelo colega vereador Isaac Antunes (PR), que presidiu este ano a CCJ, integra o grupo dos 15 e pode ser reeleito.

Grupo dos 15 – Lincoln Fer­nandes contou um episódio que mostra a união do grupo dos 15. “Há uns cinquenta dias, antes do início do desgastante proces­so de eleição da mesa, tivemos uma reunião na Vila Virgínia, e foram os quinze. Depois, muitos boatos, muitos rumores, mas na hora do vamos ver os mesmos quinze vereadores garantiram a vitória de nosso grupo. E fomos os quinze comemorar no mes­mo local da Vila Virgíinia”, diz se referindo à residência de um assessor parlamentar de um dos componentes da Mesa.

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