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Polícia investiga morte de juiz encontrado carbonizado

Magistrado atuava em Mococa e corpo foi localizado em área rural próxima à divisa com Minas Gerais

Veículo do juiz foi localizado em chamas por trabalhador (Foto: Reprodução)

| Por: Adalberto Luque |

O juiz de direito Gustavo de Castro Campos, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), foi encontrado morto, na noite desta quarta-feira (7), dentro de um veículo completamente queimado na área rural de São João da Boa Vista, distante 180 km de Ribeirão Preto, na divisa com o estado de Minas Gerais. O corpo do magistrado estava carbonizado no interior do automóvel, localizado na região da Fazenda Aliança.

Conforme a Polícia Civil apurou, a morte é investigada e nenhuma hipótese está descartada, incluindo suicídio ou homicídio. A dinâmica dos fatos e as circunstâncias que levaram à morte serão esclarecidas durante a investigação.

O veículo foi localizado em chamas por volta das 19h15. Um trabalhador que atuava nas proximidades teria percebido o incêndio e utilizado uma retroescavadeira para jogar terra sobre o automóvel, numa tentativa de conter as chamas. Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas.

Após o controle do incêndio, o corpo foi localizado dentro do veículo. Uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em nome do magistrado também foi encontrada no automóvel.

A Polícia Civil, por meio das equipes responsáveis pela investigação, trabalha na coleta de elementos que possam esclarecer como o juiz morreu e o que ocorreu antes do incêndio. A perícia também deverá contribuir para a reconstrução da dinâmica do caso. Numa primeira análise, não havia marcas de tiros ou facadas no corpo.

Trajetória

Gustavo de Castro Campos era formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e tinha duas especializações. Antes de ingressar na magistratura, trabalhou durante dez anos como advogado.

Magistrado já havia sido advogado, delegado e juiz no Espírito Santos (Foto: Reprodução)

Em 2014, tornou-se delegado da Polícia Civil do Espírito Santo e, no mesmo ano, passou a atuar como juiz substituto na Justiça capixaba. Posteriormente, ingressou no Tribunal de Justiça de São Paulo, onde construiu sua carreira na magistratura.

No TJSP, atuou nas comarcas de Tambaú e Leme e, mais recentemente, em Mococa. Ele era juiz de direito da 2ª Vara da comarca. Registros oficiais do TJSP confirmam a atuação do magistrado na 2ª Vara de Mococa.

A investigação deverá apontar as circunstâncias da morte e estabelecer se o incêndio ocorreu antes ou depois da morte do magistrado. O caso deve ser apurado sob segredo de Justiça.

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