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Policiais agridem proprietários e clientes de bar em Ribeirão Preto

O dono da adega afirmou que chegou a ligar para o 190 para pedir socorro (Reprodução/TV Globo)

Policiais militares invadiram uma adega no Parque Ribeirão, em  Ribeirão Preto, na madrugada do último domingo (15). O policiais agrediram clientes e os donos do estabelecimento, que estavam desarmados e não reagiram. O ação foi divulgada neste domingo (22).

A Corregedoria da Polícia Militar investiga o caso. Já a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que “remanejou os agentes envolvidos para funções administrativas” e que “a instituição não tolera excessos ou desvios de conduta, punindo com rigor toda irregularidade comprovada”.

Advogado do proprietário, Alexandre Durante classificou a atitude dos policiais como “fora de qualquer padrão” e disse esperar punições.

Caso – Vizinhos chamaram a polícia por causa da música alta de um baile funk. Imagens de câmeras e segurança da rua e da adega mostram que, logo na chegada, os PMs jogaram bombas de gás para dispersar as pessoas. Foi quando o dono da adega fechou as portas. O proprietário disse que estava com medo de abrir as portas por causa da agressividade dos policiais, que que ficaram do lado de fora gritando para abrir e fazendo ameaças. Os policiais então decidiram arrombar a porta.

Assim que entraram, as imagens mostram que os policiais derrubaram o balcão e um deles bateu em um funcionário com o cassetete. Outros PMs aparecem agredindo homens e mulheres –clientes e familiares do dono do comércio, que afirmou não ter organizado o baile funk.

Um cliente chegou a levar 17 golpes de cassetete de dois policiais. O dono da adega afirmou que chegou a ligar para o 190 para pedir socorro.

Toda a ação foi gravada pelo sistema de segurança do local, que mantém dezenas de câmeras. No entanto, o dono afirmou que sofreu as piores agressões justamente no seu quarto, que não possuía câmera. Ele disse ter apanhado na frente do filho de 6 anos e da filha de 13, que teria desmaiado ao presenciar a violência.

Ao perceberem que tinham câmeras os policiais tentaram encontrar a central de gravação, mas, como não estava no local, desistiram. Foram encontradas no local cinco máquinas caça-níquel, que foram apreendidas.

 

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