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Prefeitura vai ‘terceirizar’ UBDS

O secretário municipal da Saúde, Sandro Scarpelini, visitou na manhã desta segunda-feira, 26 de março, a Unidade Básica Distrital de Saúde Doutor João Baptista Quartin, na avenida Jerônimo Gonçalves, o popu­lar “Pronto-Socorro Central”, e anunciou aos funcionários con­cursados do posto que todos serão transferidos em até dois meses. A UBDS, o mais antigo pronto-atendimento 24 horas da cidade, passará a funcionar ex­clusivamente com funcionários contratados via Fundação Hos­pital Santa Lydia.

De acordo com Débora Ales­sandra da Silva, vice-presidente do Conselho Municipal de Saú­de e coordenadora seccional de Saúde do Sindicato dos Servido­res Municipais de Ribeirão Preto (SSM/RP), o plano da Secretaria Municipal da Saúde prevê que todo o quadro funcional (à ex­ceção do gerente, que por lei tem de ser servidor concursado) do PS Central e da Unidade Básica Distrital de Saúde do Quintino Facci II será formado por funcio­nários não concursados, contra­tados em caráter temporário por meio da fundação mantenedora do Hospital Santa Lydia.

Simultaneamente, centenas de servidores efetivos hoje lota­dos no PS Central e na UBDS do Quintino Facci II serão transferi­dos para unidades básicas, com o intuito de fortalecer o atendi­mento básico, como consultas e exames. Débora Alessandra cri­tica os planos da pasta.

“É a precarização da saúde que todos tememos. Em vez de servidores aprovados em con­cursos, que realmente verificam a capacitação profissional, vão colocar no pronto-atendimento, exatamente onde se precisa de profissionais qualificados e ex­perientes, pessoal terceirizado, contratado por meio de proces­sos seletivos que não verificam se estão aptos para o trabalho”, diz.

Na prática, destaca a sindica­lista, a Secretaria Municipal da Saúde está fazendo com a Fun­dação Hospital Santa Lydia o que pretendia fazer com as chama­das organizações sociais (OSs). “Como o projeto das OSs não passou na Câmara, a secretaria está se utilizando da fundação do Santa Lydia”, diz. O Tribuna apurou que o argumento da Se­cretaria Municipal da Saúde para a transferência de servidores do PS Central e da UBDS do Quin­tino Facci II é e que o Ministério Público Estadual (MPE) não aceita mas que em uma mesma unidade de saúde atuem, lado a lado, servidores efetivos e tercei­rizados.

Ou todos são concursados, ou terceirizados. Atualmente, o PS Central tem cerca de 200 servidores efetivos, que corres­ponde a 67% do total de funcio­nários – os demais são terceiriza­dos. Questionada pelo Tribuna, a CCS confirmou a informação de que o efetivo do PS será todo de funcionários contratados via Hospital Santa Lydia e encami­nhou a seguinte nota:

“A Secretaria Municipal da Saúde informa que o setor pas­sa por reestruturação, como a já anunciada contratação de 107 novos profissionais, reno­vação de ambulâncias e outras medidas que ainda estão em análise. Todo o trabalho tem como objetivo melhorar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e sempre sob a administração da Secretaria da Saúde”.

A UBDS Central já foi alvo de polêmica no ano passado quando o governo Duar­te Nogueira Júnior (PSDB) tentou aprovar a cessão do prédio para que o governo estadual instalasse um Am­bulatório Médico de Especia­lidades (AME) Mais Regional. A Câmara barrou a proposta.

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