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Projeto que combate “robocalls” avança na Câmara e pode virar lei

Chega de ligação que perturba. Projeto pode virar lei (Divulgação)
Aquela ligação que você atende e cai. O robô que começa a falar sem parar. Ou pior: tentam dar um golpe disfarçado de atendimento. Essa realidade que tira a paz de milhões de brasileiros está com os dias contados.O Projeto de Lei 1933/25, do deputado federal Fábio Teruel (MDB-SP), que proíbe as ligações automáticas em massa (as famosas “robocalls”), deu um passo decisivo: foi aprovado na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC).

A proposta avançou com a aprovação do relatório do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) e contou com contribuições importantes de outros parlamentares, que ajudaram a aprimorar ainda mais a proposta.

“É uma vitória de quem não aguenta mais ser perturbado. O celular tem que servir para ajudar, não para ser ferramenta de golpista ou telemarketing abusivo”, afirma Fábio Teruel.

Fim da farra e barreira contra golpes

O projeto ataca o coração do problema: as bilhões de chamadas automáticas em massa usadas para empurrar produtos, cobranças indevidas e fraudes. Com a nova lei, essa prática fica proibida em todo o país.

Chega de número mascarado para roubar dados. “Além de incomodarem, essas ligações são porta de entrada para fraudes. Golpistas usam números falsos ou mascarados para enganar as pessoas e roubar dados”, alerta Teruel. Por isso, o projeto obriga empresas e operadoras a usarem tecnologia que identifique de verdade quem está ligando. Quem insistir no erro vai sentir no bolso, com multas pesadas, suspensão de atividades e até a perda do direito de operar.

O que muda na prática:

  • PROIBIDO: Ligações repetitivas, invasivas e robôs que desligam na sua cara.
  • PERMITIDO: Avisos de emergência, utilidade pública ou contatos que você autorizou.
  • RESUMO: O que é útil continua; o que incomoda e engana, acaba.

Próximos PassosApós avançar na Comissão de Defesa do Consumidor, com o apoio de outros parlamentares e o relatório favorável do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), a proposta, que já havia sido aprovada na Comissão de Comunicação, segue para análise final na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois segue diretamente ao Senado.

“Estamos lutando para devolver a paz, a segurança e o respeito ao cidadão. O brasileiro já tem problema demais para ainda ter que lidar com esse abuso”, finaliza Teruel.

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