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PróUrbano já levou 334 multas

ALFREDO RISK/ARQUIVO

O Consórcio PróUrba­no – grupo concessionário do transporte coletivo na cidade, formado por Rápido D’Oeste (50%) e Transcorp (50%) – foi autuado 334 vezes este ano. O número foi apresentado pela Empresa de Trânsito e Trans­porte Urbano de Ribeirão Pre­to (Transerp) durante audiên­cia da Comissão Especial de Estudos (CEE) da Câmara que analisa as ações do município na pandemia de coronavírus.

A audiência foi realizada de forma híbrida – virtual e presen­cial – na terça-feira, 3 de agos­to. A comissão é presidida por Sergio Zerbinato (PSB) e conta ainda com a participação dos vereadores Duda Hidalgo (PT) e Jean Corauci (PSB), Segundo o diretor de Transportes da Tran­serp, José Mauro de Araújo, as autuações têm vários motivos.

Ele cita reclamações de usuá­rios sobre a lotação dos veículos, descumprimento de horários e desvio de itinerários das linhas de ônibus. Decreto municipal em vigência determina que os ônibus podem circular com até 60% de capacidade, como medida de contenção da infec­ção pelo coronavírus. Ribeirão Preto possui uma frota de 354 ônibus no transporte cole­tivo que operam 117 linhas.

Na audiência, o diretor não quantificou o total dos tipos de infrações, mas se predispôs a disponibilizá-los. A comissão irá enviar um ofício para a Transerp solicitando os dados. Ele afir­mou também que, depois de ser notificado sobre as autuações, o consórcio tem 30 dias para re­correr. “Quando for constatada uma normalidade, dependendo da gravidade, nós convocamos o consórcio para sanar. Depen­dendo da gravidade, é feita a au­tuação direta”, afirma Araújo.

Na audiência, o gestor do Consórcio PróUrbano, Gustavo Vicentini, garantiu que foram adotadas medidas para conter a transmissão do coronavírus en­tre os passageiros do transpor­te coletivo e, também, funcio­nários. Segundo ele, os ônibus são higienizados duas vezes ao dia e nas paradas nos termi­nais eles também são limpos.

Dados da Transerp duran­te a pandemia do coronavírus, que chegou a Ribeirão Preto em março do ano passado, aponta que o número de viagens com passageiros pagantes diminuiu de 2.412.455 em fevereiro do ano passado para 1.679.854 em junho deste ano. Uma queda de 1.191.742 viagens. Os dados es­tão atualizados até o mês de ju­nho no Portal da Transparência da empresa municipal.

Para mitigar o desequilíbrio financeiro provocado pela pan­demia do coronavírus o Exe­cutivo propôs e a Câmara de Vereadores aprovou no começo do ano, projeto de lei que estabe­leceu o repasse de R$ 17 milhões para o Consórcio. A proposta foi aprovada pelos vereadores no dia 8 de junho e sancionado pelo prefeito Duarte Nogueira (PSDB) no dia 9 de junho.

O primeiro repasse de R$ 5 milhões foi feito no dia 10 de ju­nho e o segundo, de R$ 2 milhões, foi realizado no começo de julho. Outras cinco parcelas de R$ 2 mi­lhões cada uma referentes as per­das já contabilizadas ou que ainda serão provocadas pela pandemia este ano devem ser repassadas nos próximos meses. O Tribuna questionou o Consórcio PróUr­bano, mas não teve repostas até o fechamento desta reportagem.

O Consórcio PróUrbano ofe­receu 134 ônibus para a prefeitura de Ribeirão Preto como garantia para o repasse de R$ 17 milhões – 68 da Rápido D’Oeste e 66 da Transcorp. A proposta de caução foi encaminhada para o secre­tário municipal de Justiça, Ales­sandro Hirata, após o consórcio ser notificado oficialmente pela pasta sobre a decisão liminar ex­pedida pela juíza Lucilene Apa­recida Canella de Melo, da 2ª Vara da Fazenda Pública.

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