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Ribeirão registra mais de 3,3 mil violações contra crianças e adolescentes em 2026

O cenário revela que a violência contra crianças e adolescentes ainda é recorrente e, muitas vezes, silenciosa. (crédito Foto: Freepik)

Cenário acende alerta para violência muitas vezes silenciosa e praticada por pessoas próximas

O Maio Laranja, mês de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, acende um alerta em Ribeirão Preto. Levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania aponta que, entre janeiro e abril de 2026, a cidade registrou 495 denúncias, que resultaram em 311 protocolos e 3.315 violações de direitos desse público.

Os dados consideram três níveis de registro: os protocolos representam o número de atendimentos realizados, ou seja, quantas vezes o serviço foi acionado; as denúncias correspondem aos relatos formalizados, que podem envolver uma ou mais vítimas; já as violações dizem respeito aos tipos de violência identificados em cada caso, como abuso físico, psicológico, sexual ou situações de negligência.

O cenário revela que a violência contra crianças e adolescentes ainda é recorrente e, muitas vezes, silenciosa. As violações incluem diferentes formas de abuso, como violência física, psicológica e sexual, além de negligência, frequentemente praticadas por pessoas próximas às vítimas.

Para o coordenador de Direito da Faculdade Anhanguera, Renato Henrique Rehder, esse cenário reforça a necessidade de ampliar a conscientização e incentivar a denúncia. “Muitas vezes, a violência ocorre dentro do ambiente familiar ou em círculos de confiança, o que dificulta a identificação e a denúncia dos casos. Por isso, é fundamental que a sociedade esteja atenta aos sinais e saiba como agir”, explica.

Além da conscientização, é importante destacar que existem diferentes canais para denúncia. Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser comunicados pelo Disque 100, que funciona 24 horas por dia e de forma anônima, além do Conselho Tutelar do município, responsável por acolher e acompanhar as ocorrências, e das autoridades policiais, como a Polícia Militar (190), em situações de emergência, e a Polícia Civil. Também é possível procurar delegacias especializadas na proteção da criança e do adolescente. Denunciar é um passo essencial para interromper ciclos de violência e garantir a proteção das vítimas.

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