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RP passa a aplicar vacina da dengue  

Larissa Demachi, de 11 anos, foi a primeira a receber a dose do imunizante na UBDS do Jardim Castelo Branco (Alfredo risk)  

A Secretaria Municipal Saúde abriu nesta sexta-feira, 12 de abril, a etapa de vacinação contra a dengue em adolescentes de Ribeirão Preto. Larissa Demachi, de 11 anos, foi a primeira a receber a dose do imunizante na Unidade Básica e Distrital de Saúde (UBDS) Doutor Italo Baruffi, no Jardim Castelo Branco, Zona Leste da cidade. 
 
Ele acompanhou o início da vacinação  e recomendou aos pais e responsáveis por crianças de 10 e  11 anos para levarem seus filhos para vacinar. “Mesmo com a vacinação começando, é importante a conscientização de todos nós!, exclamou o prefeito de Ribeirão Preto.  
 
Nogueira alerta a população para “limpar dentro de casa vasos, ralos e pneus, locais onde a água possa ficar parada, ambiente para o mosquito se reproduzir. Precisamos combater a proliferação do Aedes aegypti enquanto não conseguimos vacinar todos, por isso temos que trabalhar de maneira organizada, intensa e consciente”, emendou. 
 
A Secretaria da Saúde abriu na quarta-feira  (10), no site da prefeitura de Ribeirão Preto (https://vacinarp.coderp.sp.gov.br/agendamento/),, agendamento para aplicação da primeira dose da vacina Qdenga – do laboratório japonês Takeda – contra a dengue em adolescentes de 10 e 11 anos de idade.  
 
Foram disponibilizadas, inicialmente, onze mil vagas.  A vacinação continua na segunda-feira (15) e ainda há doses disponíveis, segundo a secretaria. Começa às 8h30 em 34 postos de vacinação nas unidades de saúde de Ribeirão Preto. Para receber o imunizante, é necessário apresentar documento pessoal com foto e comprovante de residência de Ribeirão Preto. 
 
Ribeirão Preto tem 12.990 casos de dengue neste ano, além de 25.227 sob investigação. Seis mortes já foram confirmadas este ano. O Ministério da Saúde passou a distribuir a vacina contra a dengue para mais 165 municípios brasileiros, sendo 50 paulistas, entre eles dez da região metropolitana descritos como pertencentes à área do Aquífero Guarani.  
 
Cerca de 15 mil doses foram enviadas para essas dez cidades. Ribeirão Preto recebeu a maior carga de imunizantes: 11.267. As demais foram para Cravinhos (555), Jardinópolis (792), Guatapará (147), Luís Antonio (262), Santa Rosa de Viterbo (381), Santa Rita do Passa Quatro (não informado), São Simão (251), Serrana (842) e Serra Azul (165), totalizando 14.662 doses.  
 
A distribuição das vacinas segue as diretrizes do Programa Estadual de Imunizações. O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) é o responsável por coordenar o processo, inclusive remanejando doses não utilizadas por outros municípios. O público-alvo são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.  
 
De acordo com a pasta, onze regiões de saúde foram contempladas pela ampliação. São elas Central (ES), Betim (MG), Uberaba (MG), Uberlândia/Araguari (MG), Recife (PE), Apucarana (PR), Grande Florianópolis (SC), Aquífero Guarani (SP), Região Metropolitana de Campinas (SP), São José do Rio Preto (SP) e São Paulo.  
 
O ministério redistribuiu parte de  668 mil doses que vencerão em 30 de abril, 523 mil em junho e 84 mil em julho. A pasta recebeu nova remessa de doses contra a dengue – a primeira comprada, já que a anterior foi doada pelo fabricante. Ao todo, 930 mil doses serão distribuídas para os 521 municípios anteriormente selecionados e para os 154 agora contemplados com a ampliação. 
 
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina é indicada para crianças acima de 4 anos de idade, adolescentes e adultos até 60 anos de idade. A Qdenga, do laboratório japonês Takeda, é a primeira dose aprovada no Brasil para um público mais amplo, já que o imunizante aprovado anteriormente, a Dengvaxia, só pode ser utilizado por quem já teve dengue. 
 
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse na segunda-feira (8) que a pasta trabalha de forma intensa junto à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no intuito de ampliar a produção de doses contra a dengue. O governo brasileiro negocia com o laboratório japonês Takeda, responsável pelo imunizante, uma transferência de tecnologia para que o número de doses distribuídas no país e, consequentemente, o público-alvo, possam ser ampliados.  
 
A ministra avaliou a vacina contra a dengue que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan como promissora. A ministra destacou o fato de o imunizante ser aplicado em dose única, enquanto o da Takeda precisa de duas doses com intervalo de três meses entre elas, mas lembrou que a vacina brasileira só deve ser submetida à análise da Anvisa em setembro deste ano. 
 

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