A covid-19 – Panorama atual parte I

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Em dezembro do ano passado em uma grande cidade chinesa foi identificado um vírus até então desconhecido e que em algumas pes­soas desenvolvia uma pneumonia grave levando ao óbito na maioria dos casos. Esse novo vírus apresentava características muito estranhas, entre elas, por exemplo, as pessoas portadoras do vírus não apresen­tava sinais e sintomas de nenhum tipo; no entanto elas transmitiam o vírus para muitas pessoas.

As autoridades chinesas comunicaram o fato à OMS (Organização Mundial da Saúde) que no entanto parece não ter dado a importância que merecia o fato. E isso foi uma atitude desastrosa por que o vírus se disseminou pelos quatro cantos do mundo causando dor e sofrimento para a população do mundo inteiro. Cientistas de todo o mundo pas­saram a estudar esse vírus formulando as mais diversas hipóteses sobre as suas origens bem como as consequências da sua contaminação e instalação da doença que podem apresentar sinais e sintomas ou não.

Esse vírus quando leva ao aparecimento da doença traz consigo grande preocupação aos familiares e amigos das pessoas acometidas, visto que, a doença, pelo menos até o momento, não tem cura nem tratamento. Os médicos até agora já descobriram muitos dados e infor­mações sobre como abordar uma pessoa acometida pela covid-19, no entanto o tratamento tem se limitado apenas à abordagem dos danos que o vírus causa aos diversos órgãos e sistemas do corpo humano acometido. Como sempre formatamos nossa matéria sob a forma pedagógica socrática, quer dizer o formato é o de perguntas e respostas para facilitar a leitura e reflexão.

01. Em nossa cidade qual é a situação atual da covid-19?
Podemos dizer que nos últimos 50 dias houve um aumento considerável tanto no número de contaminados como de óbitos. No entanto, nas últimas semanas já tivemos dois períodos de 24 horas em que não foi registrado nenhum óbito, não obstante o número de contaminados esteja sempre aumentando. Ao todo já temos em nossa cidade 32.527 contaminados e 880 óbitos, sendo que nas últimas 24 horas não tivemos nenhum óbito registrado, mas tivemos 65 casos novos de contaminados.

02. E na região de Ribeirão Preto?
Continua com a mesma tendência observada em Ribeirão Preto, isto é, aumento no número de contaminados, mas diminuição do número de óbitos. E isto é provavelmente devido ao grande intercâmbio de pessoas que existe entre Ribeirão Preto e as cidades da região. Por outro lado a queda do número de óbitos talvez seja devido ao fato observado tanto em nossa cidade como em outras regiões do país, ao maior conhecimen­to da doença e dos seus danos causados no corpo humano.

03. No estado de São Paulo como está a situação em relação à pandemia?
Houve uma diminuição do número de óbitos durante um certo período de tempo, entretanto o número de contaminados continua aumentando muito. É de se notar que na última semana já houve um aumento considerável do número de mortes e de contaminados, o que levou as autoridades sanitárias a pensarem até na possibilidade de estar havendo uma segunda onda de infecção, fato ainda que precisa ser considerado com mais atenção e cuidado. Atualmente temos quase 50 mil mortes no estado de São Paulo e mais de um milhão de contami­nados. O vírus já chegou em todos os 645 municípios paulistas sendo que em 594 já houve registro de mortes.

04. E qual é a situação do Brasil?
É uma situação bastante grave. No entanto houve uma diminuição gradativa do número de óbitos em um curto período de tempo, mas não foi acompanhado de diminuição do número de infectados que continuou aumentando. Infelizmente nos últimos sete dias o número de óbitos voltou a aumentar o que se constitui em motivo de grande preocupação para o país.
No Brasil hoje já temos o registro de 167.497 brasileiros mortos e quase seis milhões de infectados o que se constitui, sem dúvida algu­ma, uma tragédia nacional. Por região, temos 13 estados registrando alta de contaminados e de óbitos, seis estão estáveis e em sete nota-se queda nesses valores. (Continua na próxima semana)

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