Aumento de casos de covid-19 em Tóquio coloca organização da Olimpíada em alerta

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© Reuters/Stoyan Nenov/Direitos Reservados

Tóquio elevou o seu alerta para o nível máximo depois que a contagem diária de in­fecções do novo coronavírus bateu recorde e chegou a 534 nesta semana. A alta taxa de disseminação do vírus na ca­pital do Japão coloca os orga­nizadores dos Jogos Olímpicos em estado de atenção e adapta­ções para o evento estão sendo estudadas. Por causa da pan­demia da covid-19, os Jogos foram adiados por um ano e reprogramados para 23 de ju­lho a 8 de agosto de 2021 e os Paralímpicos para 24 de agosto a 5 de setembro.

“O número de casos de coronavírus está aumentan­do, então estamos estudando quais medidas serão neces­sárias tendo em vista que as infecções podem chegar a mil casos por dia”, disse a go­vernadora de Tóquio, Yuriko Koike. Ela afirmou ainda que a quantidade de casos deverá crescer devido ao aumento dos exames e enfatizou a ne­cessidade de evitar a elevação do número de pacientes gra­vemente doentes.

O aumento de casos de covid-19 no Japão ocorre justamente depois de o pre­sidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o ale­mão Thomas Bach, visitar Tóquio nesta semana para demonstrar apoio aos orga­nizadores. O COI também tenta convencer a população japonesa e os patrocinadores de que os Jogos podem ser disputados com torcida, ape­sar do recente ressurgimento das infecções.

Estão em pauta algumas medidas com relação aos tor­cedores estrangeiros, como a obrigatoriedade de testes de covid-19 para embarque e o cumprimento de quarentena na chegada ao Japão. Uma das maiores preocupações, po­rém, é com a Vila Olímpica, que hospedará 11 mil atletas. “Temos de fazer com que a Vila Olímpica seja o local mais seguro de Tóquio”, disse o pre­sidente da Comissão de Coor­denação dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o australiano John Coates. “Os atletas têm de ter confiança na segurança”.

Já está definido que os atletas não poderão ficar na Vila Olímpica durante todo o evento. A orientação é que, assim que a sua competição terminar, o atleta terá no máximo dois dias para vol­tar para casa. Por causa da pandemia, o COI vai inter­romper a tradição de os atle­tas continuarem na sede dos Jogos mesmo depois do tér­mino de suas participações para apoiar os compatriotas. “O período de estadia mais longo, em uma vila, aumen­ta o potencial de problemas”, justificou Coates.

Também está nos planos do COI ajudar a distribuir vacinas para atletas de países com menor acesso ao agen­te de imunização, assim que houver disponibilização ao público em geral. A vacina contra o novo coronavírus, porém, não será obrigatória aos atletas.

Com relação à impren­sa, são esperados mais de 20 mil jornalistas de mais de 100 países. Para conter a dissemi­nação do vírus, os organiza­dores vão desencorajar o uso do transporte público, devem reduzir a capacidade das áre­as de tribuna, zona mista e salas de imprensa e farão um controle maior desses espa­ços, com distanciamento.

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