HC promove campanha contra o câncer de pele

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DIVULGAÇÃO/HC

Neste sábado, 30 de novem­bro, o Serviço de Dermatolo­gia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) – liga­da à Universidade de São Paulo (USP) – recebe a população para orientação, atendimento e trata­mento de casos de câncer da pele. Para ser examinado, não é preciso encaminhamento, basta ao interessado comparecer das oito às 14 horas no Ambulatório do HC Unidade Campus.

Ao longo destes 25 anos de campanha, mais de sete mil pesso­as foram atendidas pelo HC, com diagnóstico positivo para aproxi­madamente 14% dos indivíduos examinados. A coordenadora da campanha em Ribeirão Preto, a professora Cacilda da Silva Souza, espera atender este ano cerca de 500 pessoas.

Dezembro Laranja
A campanha faz parte do De­zembro Laranja, promovido pela Sociedade Brasileira de Dermato­logia (SBD). Cerca de quatro mil médicos dermatologistas do Bra­sil somarão forças para a prestação de atendimento e esclarecimentos sobre a doença. As consultas serão realizadas gratuitamente em 132 postos de atendimento em diver­sos estados.

Casos no Brasil
Um país com menos casos de câncer da pele é uma meta alcan­çável. O levantamento do Instituto Nacional do Câncer indica que a estimativa de novas ocorrências de câncer de pele não melanoma diminuirá em 10 mil casos do biênio 2016/2017 para o biênio 2018/2019.

Mas ainda há muito trabalho de prevenção a se fazer. O cân­cer de pele é o mais incidente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Para o bi­ênio 2018/2019, a estimativa é de 165.580 mil novos casos de câncer da pele não melanoma. Outro dado novo desse período é que, em relação à última esti­mativa do Inca (2016/2017), a doença acometerá mais homens (85.170 mil) do que mulheres (80.410 mil).

Prevenção deve começar na infância
Os especialistas têm enfa­tizado sobre os cuidados com as crianças, pois, as chances de desenvolvimento da doença são reduzidas se as medidas de pre­venção forem adotadas desde a infância. As crianças devem ser protegidas e os jovens orienta­dos quanto aos riscos da expo­sição solar excessiva, durante as atividades esportivas e de lazer ao ar livre.

A proteção pode ser feita com roupas adequadas, óculos, chapéus ou bonés e filtro solar, principalmente no período de dez às 15 horas, em que há maior intensidade de radiação solar. O câncer de pele atinge mais co­mumente indivíduos com mais de 50 anos, no entanto, a sua frequência tem aumentado em indivíduos mais jovens.

Há grupos da população mais susceptíveis ao câncer de pele, como indivíduos de pele clara, aqueles que se expuseram excessivamente ao sol, ou que já tiveram um câncer da pele. Esses grupos devem estar mais atentos aos sinais suspeitos do câncer de pele e procurar atendimento pe­riódico do especialista para exa­me e orientações de prevenção.

De frente com a doença
O câncer de pele é o cresci­mento anormal e descontrolado de células da pele. Existem três tipos de câncer de pele: o carci­noma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. O carcinoma basocelular é o mais frequente, e o melanoma, o mais raro e grave, com maior potencial de produzir metástases.

Este é o tipo que pode levar às consequências mais graves se não houver diagnóstico e tratamento precoces. A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer e o envelhecimento da pele. Noven­ta por cento dos tumores de pele são curáveis, desde que detecta­dos precocemente.

A cirurgia executada por médicos especialistas, ainda, é o método mais adequado para tra­tamento dos tumores cutâneos nas fases iniciais. A divulgação de informações para população sobre as principais causas e si­nais comuns de tumores cutâne­os, em conjunto com o acesso da população aos serviços de saúde especializados tem contribuído para a prevenção e detecção pre­coce da doença.

Sinais de alerta
Crescimento de nódulo, róseo a escuro, que se úlcera e sangra facilmente. Mancha que arde, descama e sangra sem causa aparente. “Pinta” ou “si­nal” que muda de cor, tamanho, espessura ou contornos. Feridas que sangram e não cicatrizam.

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