MARCELLO CASAL JR./AG.BR.

Os brasileiros começa­ram o ano mais endividados, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 5 de feve­reiro, pela Confederação Na­cional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O percentual de famílias brasileiras com algum tipo de dívida subiu de 59,8% em dezembro de 2018 para 60,1% em janeiro de 2019, apontou a Pesquisa de Endi­vidamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

No entanto, o resultado foi inferior ao patamar de endividados de 61,3% regis­trado em janeiro do ano pas­sado. O total de inadimplen­tes teve ligeiro aumento de dezembro para janeiro, pas­sando de 22,8% para 22,9%. O resultado, porém, tam­bém ficou aquém do nível de inadimplência de janeiro de 2018, quando 25,0% das famílias tinham dívidas ou contas em atraso. O cartão de crédito foi mencionado como a principal fonte de dívidas (78,4%), seguido por carnês (14,0%) e financiamento de carro (9,7%).

O volume de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas – e que, portanto, continuariam ina­dimplentes – passou de 9,5% em janeiro de 2018 para 9,1% em janeiro deste ano. Em de­zembro de 2018 esse percen­tual era de 9,2%. “A queda na comparação anual indica que persistem o ritmo lento de recuperação do consumo e a cautela das famílias na contra­tação de novos empréstimos e financiamentos”, avaliou a eco­nomista Marianne Hanson, da CNC, em nota oficial.

Segundo a CNC, a alta no endividamento em relação a dezembro do ano passado não compromete a expecta­tiva de retomada da econo­mia. “As taxas de juros em patamares mais baixos tam­bém constituem um fator favorável a esse resultado. As famílias brasileiras também se mostraram mais otimistas em relação à sua capacidade de pagamento, e o percentu­al de famílias que disseram não ter condições de pagar suas contas em atraso tam­bém recuou”, justificou Ma­rianne Hanson.

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